O relator do parecer vencedor na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), afirmou nesta quarta-feira (2) que a rejeição da denúncia pelos deputados não remete a “suspeitas de impunidade”.
Ele discursou na sessão aberta para votar o parecer, que recomenda o arquivamento da denúncia por corrupção passiva apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra Temer. “Nem a autorização para o procedimento penal imediato importa em juízo de culpabilidade, nem o adiamento resultante da negativa da licença remete a suspeitas de impunidade”, afirmou o deputado no plenário da Câmara.
“Nenhum prejuízo à Justiça poderá ser invocado contra a decisão da Câmara, que fixará oportunidade mais aconselhável para o início da ação penal. Se por ventura for negada a licença, concluído o mandato, o presidente da República responderá à denúncia contra ele oferecida ao STF”, ressaltou.
Pela bancada de Mato Grosso do Sul, o placar terminaria empatado em quatro votos pela abertura do procedimento no STF (Supremo Tribunal Federal) e outros quatro pelo arquivamento da denuncia contra Temer. Veja como votou o Estado
Carlos Marun (PMDB) - SIM
Dagoberto Nogueira (PDT) - NÃO
Elizeu Dionizio (PSDB) - SIM
Geraldo Resende (PSDB) - SIM
Mandetta (DEM) - NÃO
Tereza Cristina (PSB) - SIM
Vander Loubet (PT) - NÃO
Zeca do PT (PT) - NÃO