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Política

Janot encerra período de mais intensa caça à corrupção no Brasil

17 de setembro 2017 - 11h34 Por Redação Douranews
Janot encerra período de mais intensa caça à corrupção no Brasil Ministro Rodrigo Janot conclui neste domingo o mandato de 4 anos à frente da PGR — Agência Brasil/Marcelo Camargo

Após quatro anos, chega ao fim neste domingo (17) o mandato de Rodrigo Janot à frente da PGR (Procuradoria Geral da República). Nesta segunda-feira (18), toma posse no cargo Raquel Dodge. A gestão de Janot no comando do MPF (Ministério Público Federal) foi marcada pela maior investigação já realizada pelo órgão contra a corrupção.

Sob a condução dele, e uma equipe de 10 investigadores, a Operação Lava Jato levou à abertura de 137 investigações atualmente em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal), tendo como alvos, a começar do atual presidente (Michel Temer); mais quatro ex-presidentes (Lula, Sarney, Collor de Melo e Dilma Roussef), 93 parlamentares (63 deputados federais e 30 senadores); seis ministros do governo Temer e ainda dois ministros do TCU (Tribunal de Contas da União).

Também são investigadas no Supremo mais de uma centena de pessoas sem o chamado foro privilegiado – como lobistas, doleiros, ex-diretores de estatais e políticos sem mandato envolvidos com as autoridades suspeitas. Outras dezenas de pessoas, inicialmente investigadas no STF, tiveram os casos remetidos para instâncias inferiores após perda do foro privilegiado.

Fora a Lava Jato (relacionada a desvios de recursos de Petrobras, Eletrobras, Caixa e fundos de pensão, principalmente), o Ministério Público também investigou, sob o comando de Janot, outros esquemas de corrupção. Destacam-se, por exemplo, as operações Zelotes (sobre compra de decisões no Carf (o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal), venda de medidas provisórias e compra de caças suecos) e a Ararath (que desvendou a existência de bancos clandestinos destinados à lavagem de dinheiro em Mato Grosso).

Foi no período Janot que se intensificou no Brasil o uso do que é hoje considerada a principal arma de investigação dos chamados "crimes do colarinho branco": a delação premiada, afirma reportagem do portal G1.