Deputado Rodrigo Maia declarou placar geral após o fim da votação — Agência Brasil
Com o voto do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), líder da da maioria, o plenário da Câmara rejeitou, no começo da noite desta quarta-feira (25) o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o STF (Supremo Tribunal Federal) investigue o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). De acordo com a Constituição, era necessário que ao menos dois terços dos deputados votassem a favor da continuidade da investigação.
O placar foi de 251 votos pelo arquivamento da denúncia, 233 pela continuidade da ação de investigação, duas abstenções e 25 ausências. A bancada de Mato Grosso do Sul, novamente, votou igual: 4 a favor de Temer (Carlos Marum, Geraldo Resende, Elizeu Dionísio e Tereza Cristina) e outros 4 contra (Dagoberto Nogueira, Mandetta, Vander Loubet e Zeca do PT
Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia rejeitada pela Câmara também inclui os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), acusados de organização criminosa. Esta é a segunda vez que os deputados livram o presidente de ser processado. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi votada em agosto e rejeitada, por 263 votos a 227.
Com a decisão, os deputados livraram Temer de responder ao processo no Supremo durante o mandato. Caso fosse instalado, o processo provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias. Agora, Temer responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018.