De olho no oitavo mandato de deputado, Zé Teixeira avisa Tereza: "tamo junto!" — João Garrigó
Nascido com o nome ‘União Brasil’, o novo partido, resultado da fusão nacional do DEM com o PSL, ainda tem muito para justificar o nome em Mato Grosso do Sul. É que a sempre dama, no discurso e no trato, deputada licenciada Tereza Cristina, resolveu ‘descer do salto’ e encarar a neófita senadora Soraya Thronicke, que agora, pelo menos aparentemente, não é mais queridinha do presidente Bolsonaro do que a ministra da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Pra reforçar a pose de guerreira de Tereza, as principais lideranças do DEM (Democratas) de Mato Grosso do Sul se reuniram em Campo Grande no mês passado e decidiram que, embora pretendam se manter unido em torno das decisões que vem sendo tomadas em relação à criação da nova pelo líder nacional ACM Neto, em Mato Grosso do Sul não há espaço para a senadora do Soraya Thronicke assumir o comando da nova sigla. Ela foi eleita pelo PSL, ex-partido de Bolsonaro e hoje vive praticamente sozinha no partido, já que os ex-amigos Capitão Contar e Coronel Davi procuram outras trincheiras com a janela partidária que se abre a partir de março do ano que vem.
De acordo com o deputado Barbosinha, que se manifestou no encontro solidário às pretensões de Tereza Cristina em querer comandar o ‘União’ no Estado, o Democratas acompanhando os desdobramentos no âmbito nacional, mas quer o controle da legenda em Mato Grosso do Sul. “Ou ficamos todos juntos, ou a gente sai tudo junto”, ameaçou ele. O outro democrata, deputado Zé Teixeira, foi mais comedido: ‘Vou pra onde a Tereza for”.