Murilo abraça Rose e 'entrega' para Bivar — Divulgação
Campanha dos ‘rachas’, as eleições de 2022 chegam ao Dia D, neste domingo (2), com o vice-governador Murilo Zauith demonstrando que não pretende ‘deixar a vida pública de graça’, depois de ter enfrentado, durante praticamente 2021 inteirinho, o maior adversário invisível: a Covid-19.
Defenestrado [termo, aliás, de propriedade do jornalista Valfrido Silva no blog ‘Contraponto’] pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) depois de, ainda que veladamente, demonstrar ‘certa simpatia’ pelo prefeito eleito Alan Guedes (PP) contra o então aliado Barbosinha, Murilo não se fez de rogado: assumiu o comando da candidatura da deputada Rose Modesto, antes a principal força política do time eleitoral de Azambuja.
Amigo pessoal e de escola do chefão do PL nacional, Valdemar Costa Neto, Murilo Zauith tentou assumir o comando da sigla no Estado, mas o ‘pirulito’ foi entregue ao ‘gordinho do Bolsonaro’, o produtor rural Rodolfo Nogueira, que tenta, também neste domingo, chegar à Câmara dos Deputados para reforçar o já poderoso ‘Centrão’ a partir do ano que vem. O União Brasil foi o que restou.
Em que pese a pífia e mal sucedida candidatura da senadora ‘douradense’ Soraya Thronicke para presidente do país, Murilo se aproximou de Luciano Bivar, o comandante do UB nacional e que, se reeleito deputado federal, já se apresenta como o cara para presidir a futura Câmara dos Deputados. As voltas que a política dá mostram, claramente, que a roda continua girando.