André diz que já foi abandonado no primeiro turno — Jhefferson Gamarra/cgnews
O senador Nelsinho Trad, presidente regional do PSD, anunciou nesta sexta-feira (7) o apoio, no segundo turno das eleições em Mato Grosso do Sul, para os candidatos Jair Bolsonaro (PL) à presidência da República e Eduardo Riedel (PSDB), para o governo do Estado. “O partido, no entanto, está liberado para escolher em quem votar”, disse, depois que o irmão Marquinhos Trad, ex-prefeito da Capital, amargou o sexto lugar na disputa de domingo (2) passado.
A decisão do senador Trad, o único líder expressivo da família no Estado [além de Marquinhos, o outro irmão, Fábio Trad, perdeu a vaga de deputado federal e o mais novo, Otávio, fica como vereador após perder a disputa para a Assembleia Legislativa], já foi comunicada ao presidente Bolsonaro.
Ele agradeceu o apoio que teve do PSDB na eleição para senador, em 2018, e disse que o Estado não pode correr o risco de passar pela crise política que enfrentou Campo Grande quando elegeu Alcides Bernal, em 2012. O ex-prefeito foi cassado e substituído por Gilmar Olarte, que está preso. "Foi uma reunião difícil, mas o partido decidiu deixar livre para quem quiser escolher a nível estadual e nacional. Apesar do partido no Estado indicar pelo Bolsonaro, quem não optar por isso, não vai sofrer consequências", disse.
Nelsinho relatou que apesar do apoio, só fará campanha ativa se o partido julgar que ele é útil para subir no palanque de Riedel. "Na minha campanha para senador, quem me apoiou foi o PSDB, então não posso virar as costas. É capitão lá, e Riedel aqui", completou. O irmão derrotado, contudo, decidiu apoiar Bolsonaro, mas para o governo escolheu o Capitão Contar (PRTB).
André reclama abandono
Em coletiva de imprensa, no meio da tarde, outro ex-candidato, o ex-governador André Puccinelli, que ficou em terceiro lugar nas urnas com 17,18% dos votos, anunciou a decisão de liberar os integrantes da sigla para o segundo turno, “até porque isso já ocorreu mesmo antes do término do primeiro turno, quando muitos emedebistas já se dedicaram a campanhas oponentes”, reclamou.
Em carta lida pelo presidente regional da sigla, deputado estadual eleito Junior Mochi, a legenda informa que mantém pesquisas e consultas internas para chegar ao veredito. De qualquer forma, seja qual for a decisão, o partido promete "cobrar" de quem for eleito governador. Dos deputados estaduais eleitos, Márcio Fernandes já declarou apoio a Eduardo Riedel. O parlamentar, que já foi filiado ao PSDB, levou em consideração o nível de experiência do postulante tucano. O douradense Renato Câmara deve seguir o mesmo ritmo.