Moraes fixa prazo de 4 horas para obter respostas — Divulgação
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal expliquem, em até quatro horas, as operações realizadas nos últimos dias para, supostamente, combater crimes eleitorais. Segundo o PT, as atividades estariam favorecendo o candidato adversário, Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada na tarde deste sábado (29), conforme repercute o Correio Braziliense.
Segundo Moraes, o prazo curto se deve à proximidade da votação do segundo turno das eleições — marcado para começar a partir das 8 horas deste domingo (30), equivalente às 7 de Mato Grosso do Sul. “Há notícias de iniciativas que podem ter influência no pleito eleitoral. Dessa maneira e em face da proximidade das eleições, DETERMINO A INTIMAÇÃO IMEDIATA, inclusive por meio eletrônico, para que, NO PRAZO MÁXIMO DE 4 (QUATRO) HORAS”:
- O Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal informe os procedimentos e objetivos da citada operação, bem como para que determine que a PRF, no âmbito de suas atribuições constitucionais, colabore com a Justiça Eleitoral no sentido de efetivar as garantias necessárias do pleno transporte público aos eleitores;
- O Diretor-Geral da Polícia Federal informe imediata e detalhadamente todas as apreensões.
O ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou, nesta semana, a "Operação Eleições 2022" com o objetivo de coibir, principalmente, dois crimes: boca de urna e compra de votos. Neste sábado, ele publicou nas redes sociais que a operação já havia resultado na apreensão de R$ 5 milhões. No entanto, não detalhou de onde veio o dinheiro e quais eram as suspeitas sobre o montante.