Tereza Cristina comendo pastel durante a campanha — Douranews
“Acredito que é cedo para falar disso, mas recebo essa afirmação com muita honra. Sou grata pela minha eleição para o Senado, é muita satisfação. Fora isso, tudo mais será uma negociação que vai se dar agora. Essa bola ainda vai ser jogada”. Assim, a senadora eleita pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, se manifestou em entrevista à Agência Estado sobre as sondagens em torno do nome dela para presidir a principal casa do Congresso Nacional.
Tereza também foi questionada como seria o futuro relacionamento da nova bancada do agronegócio brasileiro em relação ao Governo Lula, considerando o forte potencial que ela possui nessa área, inclusive, como ex-ministra da Agricultura e Pecuária do Governo Bolsonaro e líder da Frente Parlamentar do setor na Câmara dos Deputados. “O Brasil precisa do agro, independentemente de quem estiver à frente do governo. É um setor moderno, sustentável. Seja o governo que for, tem de entender a importância disso”, disse.
Após o segundo turno das eleições, domingo (30) passado, a senadora entende que o presidente Bolsonaro saiu “com um capital político enorme”. Ele obteve mais de 58 milhões de votos, “o agro está do lado dele, mas agora é hora de se organizar, de acalmar os ânimos. O que vimos foi uma eleição de dois projetos, foi um plebiscito entre a direita e a esquerda. Passada a eleição, é momento de ter equilíbrio para seguir adiante”, recomendou.
A nova senadora sul-mato-grossense negou, categoricamente, que o agronegócio esteja financiando as manifestações pós-eleições: “De jeito nenhum. O que está ocorrendo nas estradas é resultado da indignação das pessoas. Foi uma coisa espontânea das pessoas, de alguns produtores, mas não tem a participação de nenhuma associação, nenhuma instituição, não foi organizado. O agro é um setor que apostou no presidente Bolsonaro desde o início”.