Sede da primeira prefeitura, de porteira aberta — Reprodução
A 2ª legislatura levou cerca de 10 anos para ocorrer após uma década de obscuridade democrática, mas de rápido crescimento. Retomou o processo de organização. Nessa legislatura definiu-se a zona urbana em 255 mil m² e se ocupou com conflitos fundiários urbanos e oriundos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND), demarcada em julho de 1948, uma ousada reforma agrária em 300 mil hectares dentro da “Marcha para o Oeste”, projeto que fomentou uma febre migratória sem precedentes e, com isso, uma forte demanda por serviços públicos e estradas. Os migrantes, a maior parte nordestinos, desembarcavam de trens no distrito de Itahum e em Maracaju. Foi nessa legislatura que foi empossada a primeira mulher da Câmara de Dourados, Albertina Pereira de Matos. Na 3ª legislatura, em 12 de novembro de 1953, foi instituído o feriado municipal de 20 de dezembro e na 4ª legislatura uma segunda mulher toma assento na Casa: Maria da Glória Muzzi Ferreira.
Na 6ª legislatura é instaurado o regime militar de 1964 em 31 de março e na 7ª legislatura ocorre a sessão de 17 de abril de 1968 que é escolhido como patrono da casa legislativa a partir de 22 de março de 1969 o cearense de Aracati, Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho. A partir da 10ª legislatura ocorre o processo de fundação e instalação do novo estado de Mato Grosso do Sul. A legislatura seguinte era para ser a 11ª, mas ocorre uma recontagem e volta a ser a primeira em função da inserção de Dourados no novo estado. Na 2ª legislatura após a divisão ocorre o processo de redemocratização nacional e é comemorado o cinquentenário de Dourados, além das Diretas Já no município.
Outro evento que fez parte dessa legislatura foi a promulgação da atual constituição de 1988. Na 3ª legislatura ocorre, além da primeira eleição simultânea de duas mulheres (Bela Barros e Lori Alice Gressler), também de um deficiente físico (Ivo Cratiu). A Câmara, até então no 1º andar, se mudou para um prédio térreo para facilitar o acesso desse vereador. Foi o período de se elaborar a nova Constituinte Municipal e se criaram e foram propostos vários conselhos. Já na 4ª legislatura ocorre a morte de um vereador (Santos Soares de Lima, o “Santim”) em outubro de 1994 e na 5ª morre Dioclécio Artuzi, o tio do ex-prefeito Ari Artuzi, em novembro de 1998.
A atual Câmara de Vereadores também tem três mulheres: Liandra Brambilla, Lia Nogueira (que vai assumir vaga de deputada estadual a partir de fevereiro) e Daniela Hall, licenciada para exercer cargo de secretária de Assistência Social no Município. Há ainda um vereador cadeirante: Creusimar Barbosa.