Haddad cumprimenta Simone observado por Alckimin — Agência Brasil
A Secretaria Geral da Mesa do Senado ainda aguarda informações sobre os suplentes Celso Dal Lago e Moacir Kohl que, pela ordem, deveriam se manifestar em assumir a vaga deixada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), nomeada pelo presidente Lula para o Ministério do Planejamento e Orçamento e empossada oficialmente na manhã desata quinta-feira (5), em cerimônia concorrida em Brasília. O mandato dela no Senado termina no dia 1º de fevereiro.
Durante a campanha eleitoral de presidente da República, no ano passado, em que ficou em 3º lugar no primeiro turno, com 4,16% (aproximadamente 5 milhões de votos), Simone chegou a dizer, em entrevista para a revista Veja, que não iria abrir mão do posto no Senado nem mesmo durante a campanha, porque tinha um ‘suplente problema’: o pecuarista Celso Dal Lago Rodrigues (MDB), estabelecido em Dourados e dono de uma usina de cana-de-açúcar na região, havia sido condenado por corrupção ativa em 2016, nas investigações da operação ‘Uragano’, realizada em 2010 e que tirou vários políticos do foco na cidade.

Com o suplente douradense em campanha: 'nem obrigado'
Posteriormente, o caso prescreveu e a punição dele foi extinta, porém, mesmo assim, nos bastidores, o empresário mandou dizer que, mesmo se fosse obrigado, jamais iria querer o benefício, “partindo de quem vem”, revelando mágoa com a titular do cargo.
Controversa
Durante os primeiros anos no Senado Federal, Tebet figurou como representante da bancada ruralista e intercessora do agronegócio,[ contrária à demarcação de terras indígenas em áreas de conflito. Um relatório do Cimi, o Conselho Indigenista Missionário, publicado em setembro de 2018 listou a senadora entre os 50 parlamentares que mais atuaram contra os direitos indígenas no Congresso Nacional.
Em 2021, conquistou visibilidade nacional ao integrar a CPI da Covid-19 e fazer duras críticas ao governo Jair Bolsonaro acerca da condução da pandemia no país, o que resultou em um distanciamento da base política conservadora. Após uma campanha considerada centrista e social liberal, no chamado "Centro Democrático", ganhou de Lula o cargo de ministra do Planejamento e Orçamento pelo presidente em troca do apoio oferecido ao candidato petista no segundo turno, apesar de divergências com membros da base lulista, entre eles o escolhido para o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad, candidato derrotado ao Governo paulista.
Vantagens
O suplente da senadora que assumir terá direito, apesar do mandato de menos de um mês, a R$ 33.763 brutos de salário, mais ajuda de custo no início e no fim da substituição do titular, no valor de um salário, auxílio moradia de R$ 5.500 caso não haja imóvel funcional disponível, e ainda R$ 32.900 para transporte aéreo e verba indenizatória de até R$ 15 mil, reembolsável.