Gleice será a segunda mulher de Dourados na Assembleia — Divulgação
Dourados volta a contar com cinco deputados na bancada do segundo maior município do Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e pela primeira vez, com duas mulheres representando a cidade no Parlamento. Passam a compor a bancada douradense: Zé Teixeira e Lia Nogueira, pelo PSDB, Renato Câmara do MDB, Neno Razuk, do PL e Gleice Jane, do PT, assim que venha a se recuperar de uma doença adquirida na semana passada. (Leia mais abaixo)
A morte do deputado Amarildo Cruz, que estava no quinto mandato (dois deles assumiu depois de ter ficado como suplente nas eleições) leva para a Assembleia Legislativa, pela primeira vez, a professora Gleice Jane Barbosa, que obteve 9.767 votos nas eleições do ano passado pelo PT.
Gleice Jane foi presidente do Simted (Sindicato municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados) entre ao anos de 2012 e 2014, quando comandou a maior greve da categoria no Município, culminando com a ocupação da Câmara de Vereadores por quase dois meses.
Em 2018, nas eleições em que o governador Reinaldo Azambuja foi reeleito pelo PSDB no Estado, a professora e agora deputada estadual recebeu 12.997 votos na campanha para deputada federal, quando o partido reelegeu, para o quinto mandato na época, o atual coordenador da bancada sul-mato-grossense no Congresso Nacional, Vander Loubet, com 55.970 votos, que obteve 76.571 votos no ano passado.
Em repouso
A suplente de deputada douradense Gleice Jane, em vias de ser convocada pela Assembleia para assumir a vaga aberta em consequência da morte do deputado Amarildo Cruz, encontra-se em tratamento depois de ter passado a semana passada hospitalizada com a síndrome de Guillain Barré. Ela disse pelas redes sociais que ainda deve permanecer uns dias cuidando desse tratamento.
A síndrome é um distúrbio autoimune, ou seja, o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso, que são os nervos que conectam o cérebro com outras partes do corpo. É geralmente provocado por um processo infeccioso anterior e manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos. A incidência anual dessa doença é de 1-4 casos por 100.000 habitantes e apresenta pico entre pessoas dos 20 aos 40 anos de idade.