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2024: Vão-se os tucanos com bico e tudo

Ninho congestionado coloca projeto de poder em risco

30 de julho 2023 - 07h45 Por Douranews
2024: Vão-se os tucanos com bico e tudo tucanos brigando

Com 42 prefeitos, 16 vice-prefeitos, 243 vereadores, seis deputados estaduais, três deputados federais e o governador Eduardo Riedel, o PSDB de Mato Grosso do Sul vê ‘escorrer pelos dedos’, como se diz lá no interior, a oportunidade de, pela primeira vez, governar o município de Dourados.

Até hoje, na história política da cidade, a única vez que os tucanos chegaram mais perto foi quando Braz Melo escolheu, em 1996, o ex-deputado Valdenir Machado para ser o vice, mesmo depois de tê-lo ‘defenestrado’ quatro anos antes, quando optou pelo amigo Antônio Nogueira, então no PMDB, forçando Valdenir a aliar-se com o ‘adversário’ Humberto Teixeira que virou prefeito pelo nanico PRN do então presidente Fernando Collor de Melo.

Depois disso, em 2020, o então neotucano Barbosinha, aliado de primeira hora do ex-governador Reinaldo Azambuja, tanto que acabou se tornando, para a atualidade, o vice-governador do tucano Eduardo Riedel, mesmo estando há dois anos no DEM e hoje estabelecido temporariamente no PP, também teve Valdenir como companheiro de chapa na disputa perdida da Prefeitura para o atual ocupante da cadeira, Alan Guedes, que elegeu-se justamente pelo PP!.

A oportunidade “quase perdida” de chegar ao poder, como citado no primeiro parágrafo desse texto, leva em conta o toma-la-dá-cá de convites, hesitações e vacilos, que um dia lotam o ninho tucano de pré-candidatos e no dia seguinte deixam o partido sem nenhuma alternativa. Só pra contar: Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2024, apresentam-se, pelo menos, cinco nomes, como opções prováveis.

Além de Zé Teixeira, deputado pelo oitavo mandato, o primeiro como tucano, depois de sete legislaturas no PFL/DEM, e ungido do presidente estadual do partido, o ex-governador Reinaldo, desfilam na mídia Lia Nogueira, a nova estadual do partido e o decano Geraldo Resende, aliás, um dos fundadores da sigla nos tempos de Covas, antes de passar pelo PPS, PMDB e retornar ao ninho. 

E os outros dois, dos cinco? Ah, sim, aí entram os ‘progressistas’ Marçal Filho, que já foi tucano e o próprio vice Barbosinha, que iniciou a militância como simpatizante da Juventude do PDS pedrossianista, foi prefeito de Angélica pelo PMDB andrezista, deputado estadual no primeiro mandato como socialista do PSB e reeleito no DEM, hoje PP. 

Esses dois, observe-se, são as ‘noivas’ do momento para o ‘casamento’ do PSDB com o Poder local. Resta saber se o jogo está combinado com ‘os russos’, a saber: Reinaldo, Riedel e o eleitor. O eleitor? Será, mais uma vez, apenas um detalhe?