Pela 'boa rebeldia', Reinaldo ensina caminho das pedras — Arquivo pessoal
Alguém daqui, “de verdade”, para representar os interesses da região de Dourados na esfera federal, diante da dificuldade que o Município tem encontrado, ao longo dos últimos tempos, quando se trata de buscar a canalização de recursos que venham dar o formato que gestores que passaram pelo comando da cidade sempre enfrentam nesse propósito.
Ao ingressar, praticamente, na reta final do mandato – daqui a um ano os eleitores vão às urnas para escolher o próximo prefeito, vem de Alan Guedes o gesto pacifista de quem, ao assumir como mais jovem administrador da história dos quase 88 anos de Dourados, tinha, e ainda tem, como sustenta, um propósito definido:
- Construir uma articulação ampla para que a cidade possa superar a pequenez do discurso meramente eleitoreiro e comece a conjugar o exato sentido da palavra união e da pacificação política.
Talvez hoje uma das maiores ‘vítimas’ do descontrole em que se transformou, para dizer o mínimo, a chamada liberdade de expressão, Guedes se insurge, na forma democrática de raciocinar, contra o arrastão que levou água abaixo os planos antes defendidos por Zé Elias, Braz Melo, Murilo, Délia e, por último, na condição de ex-candidato, do atual vice-governador Barbosinha, todos engajados na tese de que é preciso somar esforços em torno da construção da força política regional.
Agora, sentindo os novos ares que percorrem as cidades sul-mato-grossenses, diante da ‘novidade boa’ que se criou em torno do ‘ex-desconhecido’ Eduardo Riedel, resultado da articulação municipalista conduzida por Reinaldo Azambuja, o tucano de elevada plumagem nacional que mais soube se alinhar com os contrários, exercitando a dinâmica de que entre os desiguais também é possível encontrar pontos convergentes, surge o movimento que pode, “de verdade”, resgatar o chamado protagonismo que, se teve um dia – lá nos tempos do totosismo, Dourados pode voltar a aspirar.