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DIA HISTÓRICO

Renato Câmara conduz debate sobre futuro do Pantanal

Lei do Governo aumenta chances de proteção do bioma

29 de novembro 2023 - 07h27 Por Redação Douranews
Renato Câmara conduz debate sobre futuro do Pantanal Renato preside a Comissão do Meio Ambiente na Alems — Divulgação

O presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado Renato Câmara (MDB), comentou nesta terá-feira (28), após o recebimento do projeto de Lei do Pantanal, quando o governador Eduardo Riedel se reuniu presencialmente com parlamentares do Estado, que o momento é histórico e um dos mais aguardados pela sociedade sul-mato-grossense e do mundo inteiro.

“É uma proposta que servirá de fundamentação para discutirmos a regulamentação da área do pantanal de MS, a maior área alagada do planeta. Por isso, vamos destrinchar este projeto junto com os colegas deputados e assessores e nesta quarta-feira (29), durante audiência pública na Assembleia, teremos o grande momento de a sociedade participar debatendo conosco a proposta do Executivo”, destaca o parlamentar.

Renato Câmara reforça o convite para a audiência pública que terá início às 14 orash, no Plenário Júlio Maia da ALEMS. “Na oportunidade serão apresentados os pontos conflitantes para análise. Vamos discutir caminhos para amenizar qualquer tipo de divergência. Queremos achar um ponto de equilíbrio, para que a produção não ultrapasse os limites, possa dar continuidade ao desenvolvimento sustentável, sobretudo, em consonância com o abundante ecossistema local. Esse é um encaminhamento do ganha-ganha”, ressaltou.

Produzir e preservar é o foco do Projeto de Lei 343 de 2023 apresentado pelo governador Eduardo Riedel aos deputados. O presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro (PP), disse, em coletiva de imprensa, que a proposta vai ser revisada e debatida, para chegar à melhor legislação para o Mato Grosso do Sul e para o mundo, porque essa é uma proposta que vai marcar uma época. “Até o dia 20 de dezembro o projeto deverá ser aprovado e sancionado, em uma legislação que atenda a todos os interesses, com equilíbrio, discutindo esse tema de desenvolvimento sustentável e que vamos assumir o protagonismo desse debate e estamos à disposição de todos”, observou o presidente.

Hoje, 84% do Pantanal existente está preservado, muito mais pelo empenho do homem pantaneiro, que alia a pecuária sustentável ao bioma há mais de 300 anos. A nova lei vai regulamentar o que e onde poderá ter produção, tanto da pecuária quanto da agricultura. “Muito da preservação se deve às comunidades que moram lá, mas a expectativa é regulamentar, com base em dados da ciência, para deixar bem definido o que pode e o que não pode. A lei traz esse mecanismo. O Pantanal tem mais de 9 milhões de hectares e só 2.800 hectares de plantio de soja. Então, queremos regulamentar as culturas possíveis, não mexendo com o passado, mas sim olhando para o futuro, de forma a manter e valorizar as comunidades já instaladas por lá”, frisou o governador Riedel.

Desde agosto deste ano está suspensa a concessão de licença ou de autorização de supressão vegetal da área do Pantanal até que entre em vigor da nova legislação. O Decreto Estadual 14.273, que estava em vigor desde 2015, permitia o desmatamento de até 60% da vegetação nativa (não arbórea) e de até 50% das árvores das áreas de fazendas. O novo texto, segundo afirmou o governador na coletiva, traz a inovação da criação do Fundo do Pantanal, em que 50% dos valores de multas ambientais serão revertidas para este fundo, que permitirá ações no bioma. “A nova lei não tem a prerrogativa de resolver todos os problemas, mas ela é o início para tratarmos sobre as questões ambientais e criando o Fundo vamos poder viabilizar um conjunto melhorias”, detalhou o Governo do Estado.