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Juliano Ferro ameaça de morte o deputado Renato Câmara

Testemunhas do episódio começam a ser ouvidas em Ivinhema

06 de março 2024 - 10h34 Por Midiamax
Juliano Ferro ameaça de morte o deputado Renato Câmara Prefeito de Ivinhema é denunciado por ameaças — Divulgação

O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), denunciado após ameaças proferidas, e registradas em aúdio, contra o ex-prefeito da cidade, o atual deputado estadual Renato Câmara (MDB), começa a ver se complicar a situação política para o futuro próximo. É que o Juizado da Comarca marcou para às 14 horas do dia 16 de abril o início das oitivas com testemunhas arroladas nessa ação.

Ferro ainda tentou derrubar a ação com recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), alegando que a ação penal não se baseou em uma coleta adequada de provas e que não houve diligências investigativas para instauração do procedimento legal. O pedido foi negado.

A ministra Daniela Teixeira, que assina a decisão sobre o habeas corpus no STJ, disse que “a ação penal foi recebida em razão da representação formal da vítima dentro do prazo legal, evidências coletadas durante a investigação, como a descrição dos fatos pela vítima, gravações de mídia e um laudo pericial, que indicaram a materialidade do crime e indícios de autoria”.

Os fatos

Em julho de 2021, o prefeito Juliano Ferro teria utilizado espaço em uma emissora de rádio de Ivinhema para prometer ‘causar mal injusto e grave’ à Câmara. “A hora que eu ver que não der mais, você sabe o que acontece? Acabo com a minha vida e com a dele, já resolve esse problema, que está encaminhando para isso, desse cabra”, disse em entrevista, em alusão a Renato Câmara. A conversa transmitida na rádio foi transcrita em laudo pericial.

Além disso, o deputado do MDB afirma que Ferro ‘enviou recado intimidatório por meio de redes sociais’. Após investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Juliano Ferro foi denunciado pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Magno Lacerda. A denúncia foi aceita em outubro pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A defesa do prefeito sustentou que durante a entrevista apenas seguiu o roteiro de perguntas, transferindo a responsabilidade aos entrevistadores. Ainda tentou se esquivar, com a alegação de que “não houve qualquer intenção de direcionar ao representante [Renato Câmara]”.