Laudir observa 'dilema' de Sergio, Cemar e Daniel — Divulgação
Começa nesta quinta-feira (7) o prazo da chamada 'janela partidária', período em que é permitida a troca de partido sem perda de mandato aos vereadores ocupantes de cargos eletivos em pleitos proporcionais. A maioria dos vereadores da Câmara de Dourados já acenaram que pretende mudar de sigla, mas grande parte ainda corre para negociar vagas em outras siglas, vislumbrando melhores condições de reeleição este ano.
Extraoficialmente, já se sabe que o Patriota, transformado recentemente em PRD (Partido da Renovação Democrática), vai perder o único membro na Câmara: Daniel Júnior está de malas prontas para o PP do prefeito Alan Guedes, para onde também deve migrar Cemar Arnal, ainda no Solidariedade com o colega Marcão da Sepriva, oscilando entre o PL do líder político Neno Razuk, ou o próprio PP.
Por falar em liderança, o PRD recém criado (da fusão do próprio Patriota com o PTB), ainda não conseguiu convencer os 'petebistas' Jânio Miguel e Liandra Brambilla (a da Saúde) em permanecer na nova legenda. A dupla está sendo 'paquerada' pelo mesmo PP de Guedes, pelo PL de Neno e também pelo PSDB.
Líder do prefeito Alan Guedes na Câmara, o tucano Sergio Nogueira vive um dilema: o PSDB não deseja que ele se mude de partido, mas a ligação arraigada ao projeto do PP municipal pode tornar desconfortável a permanência dele no ninho. Já confortável está o presidente da Câmara, Laudir Munaretto, à vontade no MDB com o colega Olavo Sul, ambos, porém, assediados por outras legendas, como o PP, por exemplo, que deseja, ao contrário de 2020, entrar com o pé quente na disputa deste ano.
O período em que vereadoras e vereadores poderão trocar de partido para concorrer às eleições municipais sem perder o mandato encerra no dia 5 de abril. Com isso, apesar da "janela" já estar valendo, alguns devem ‘bater o martelo’ e anunciar o novo partido só mais próximo ao final do prazo.
Como em 2024 somente os mandatos de vereador são os que estão prestes a terminar, a norma vale apenas para quem ocupa essa função atualmente. Até lá, os parlamentares negociam com os partidos essas mudanças, em busca de maior vantagem no pleito, viabilidade eleitoral e apoio financeiro.