Viviane mostra ação de MS em Fórum na Indonésia — Divulgação
A antropóloga Viviane Luiza, titular da SEC (Secretaria estadual de Cidadania) em Mato Grosso do Sul, foi uma das palestrantes convidadas para o 10º Fórum Mundial da Água com o tema: "Água para uma Prosperidade Compartilhada", debate organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWF – World Water Forum), encerrado neste sábado (25) na Indonésia.
Realizado com o intuito de tratar de um tema de suma importância, o direito ao acesso à água potável nas comunidades indígenas sul-mato-grossenses, a secretária apresentou os projetos e parcerias que o Governo do Estado tem firmado para solucionar de forma efetiva e eficaz essa urgente demanda, que mesmo sendo uma responsabilidade federal se tornou uma bandeira do atual Governo de Mato Grosso do Sul para permitir que os povos originários tenham seu direito ao acesso à uma vida mais digna garantido.
“As pautas presentes no Fórum perpassam pela transversalidade entre o ambiental e a governança inclusiva, pensando as questões sociais, com foco em soluções eficientes e para nós, enquanto Governo do Estado, participar dessa agenda, valida a fala do nosso governador, Eduardo Riedel, de não deixar ninguém para trás”, afirmou a secretária Viviane.
Proposta pela organização do 10º Fórum Mundial da Água, a mesa redonda com o tema: 'Água Potável: Desafio para as Comunidades Vulneráveis da América Latina', teve a participação da secretária Viviane Luiza, do diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni, do representante da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), Edith Paredes e foi mediada por Simone Benassi, da Divisão de Reservatório da Itaipu Binacional.
Água nas aldeias
Em 2023, logo nos primeiros meses de gestão, o governador Eduardo Riedel instituiu o GT (Grupo de Trabalho) para analisar as condições de insegurança hídrica predominante nas aldeias do Estado, mas, sobretudo, entre os Guarani, Kaiowá e Terena que habitam as aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados.
O trabalho, envolvendo técnicos e agentes da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), DSEI (Distrito Sanitário da Secretaria nacional de Saúde Indígena) em Mato Grosso do Sul, além da Sanesul e das Secretarias da Cidadania e Assistência Social e Direitos Humanos, coordenado pelo vice-governador Barbosinha, vem discutindo, desde então, uma proposta capaz de mitigar os problemas enfrentados nas aldeias.
Paralelo ao estudo do grupo, Governo do Estado também realizou, como indicador paliativo, ações para combater a falta de água, que incluíram a abertura de mais de 5.000 metros de rede, 2.500 metros de ramais, para que 151 famílias – algumas que estavam há mais de 20 anos sem água – fossem abastecidas pelo sistema. Parte deste quantitativo de pessoas dependiam, até então, de atendimento por caminhão-pipa.
Após um intenso trabalho do GT, o Governo do Estado apresentou o projeto piloto de abastecimento de água nas aldeias indígenas para o Governo Federal, em outubro. A União inseriu as obras para execução dentro do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Para auxiliar e apoiar a União, o Governo do Estado, em colaboração com a Itaipu Binacional, vai investir R$ 120 milhões no projeto de segurança hídrica para beneficiar a população indígena do Estado, e sanar, de vez, a questão histórica da falta de água.