Valdemar Costa Neto confirma Portela no Estado — Divulgação
O deputado federal Rodolfo Nogueira foi sondado para voltar ao comando do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul no lugar de Marcos Pollon (PL) que, depois de se exaltar no final de semana, ao ser informado de que o partido havia firmado compromisso com a candidatura tucana do deputado federal Beto Pereira, foi para um clube de tiro e comunicou que não poderia se aliar a “um partido de esquerda como o PSDB”.
Pollon foi comunicado por telefone, nesta quinta-feira (4), pelo presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, de que não responde mais pelo PL em Mato Grosso do Sul. O comando da sigla foi oferecido ao outro deputado federal eleito em 2022, Rodolfo Nogueira, que abriu mão do convite alegando compromissos assumidos com a candidatura da mulher, Gianni, para a Prefeitura de Dourados.
No come;o da noite, o presidente nacional do PL oficializou o nome do primeiro suplente de senador, na chapa encabeçada pela senadora Tereza Cristina (do PP), o tenente Portela, a quem designou a missão de conduzir os encaminhamentos junto ao governador Riedel e ao ex, Reinaldo Azambuja, nas eleições deste ano no Estado.
Rodolfo era presidente do partido antes de Pollon e foi trocado por determinação de Jair Bolsonaro. Na sequência, desistiu de ser pré-candidato a prefeito de Dourados. Todavia, recentemente, voltou a ganhar a preferência de Bolsonaro e até lançou a esposa, Gianni Nogueira, como pré-candidata em Dourados.
Pollon chegou a gravar vídeo justificando o novo momento do partido no Estado e se lançou pré-candidato. O vídeo também desagradou a cúpula, que não só manteve o trato com PSDB, como também decidiu tirá-lo da presidência. Deputado mais votado no Estado, o primeiro mandato de Pollon vai sendo marcado por idas e vindas e arranhões desnecessários.