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Apesar de campanha liberada, candidatos acumulam energias

Coligações se concentram em organização e sem pressa de ir pra rua

21 de agosto 2024 - 07h46 Por Redação Douranews
Apesar de campanha liberada, candidatos acumulam energias Cabos eleitorais ainda não são vistos nas ruas — Cérgio Ferraz

De acordo com o calendário eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), autorizando os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, nos 5.570 municípios brasileiros, a propagandearam suas intenções desde sexta-feira (16) passada, campanha eleitoral em Dourados começou de forma tímida.

Adesivagens em alguns veículos e panfletagem com caminhada no final de semana foram os poucos detalhes que sinalizaram o início da campanha. 

As coligações estão priorizando a estruturação de comitês, e iniciando o cadastramento dos cabos eleitorais e colaboradores. Reuniões em bairros e visitas nas casas de adeptos dessa ou daquela candidatura são os poucos sinais de movimentação na periferia e distritos.

A expectativa é de que, a partir do dia 30, quando se inicia a propaganda eleitoral gratuita, em emissoras de rádio e televisão, a movimentação no centro e nos bairros vá se intensificar.

Calendário 

Pelo calendário eleitoral, são permitidos, por exemplo, a distribuição de santinhos, as caminhadas, carreatas, os comícios, o uso de equipamentos de som e outros tipos de manifestação política, bem como a transmissão desses eventos pelas redes sociais.  

Pelas regras, os candidatos podem lançar sites e pedir votos em perfis de rede social e aplicativos de mensagem, embora seja proibida a contratação de disparos em massa. 

Também está proibido pagar para que personalidades e influenciadores veiculem propagandas de candidatos em seus perfis na internet, ainda que essas pessoas possam manifestar voluntariamente o apoio a candidatos e fazer a veiculação gratuita de material de campanha.

O impulsionamento de propagandas na internet - isto é, o pagamento por maior alcance de pessoas - está permitido sob uma série de condicionantes, entre elas a de que a plataforma a oferecer o serviço mantenha um canal de atendimento ao eleitor, por exemplo. Essas exigências fizeram empresas como o Google deixar de participar desse mercado. A big tech anunciou que neste ano não vai permitir propagandas eleitorais em suas plataformas no Brasil. 

As propagandas eleitorais que não devem ser confundidas com o horário eleitoral gratuito em rádio e TV, que será transmitido até o dia 3 de outubro. O uso desses meios de comunicação de massa é mais restrito, sendo proibida a contratação de espaço publicitário além do tempo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada partido. 

Inteligência Artificial 

Esse deve ser ainda o primeiro pleito no Brasil diretamente impactado por novas tecnologias de Inteligência Artificial (IA), aquelas capazes de produzir imagens e sons sintéticos muito próximos do real.

Diante da ausência de leis sobre IA no país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu se adiantar e aprovar regras para regular a utilização desse tipo de tecnologia nas propagandas eleitorais. Pelas regras aprovadas, o uso de “conteúdo sintético multimídia” gerado por IA deve sempre vir acompanhado de um alerta sobre sua utilização, seja em qualquer modalidade de propaganda eleitoral. 

Nas peças no rádio, por exemplo, se houver sons criados por IA isso deve ser alertado ao ouvinte antes de a propaganda ir ao ar. Imagens estáticas exigem marca d’água, enquanto material audiovisual deve fazer alerta prévio e estampar a marca d’água. Em material impresso, o aviso deve constar em cada página que contenha imagens geradas por meio de IA.

Denúncias 

Qualquer pessoa que flagrar alguma irregularidade pode denunciá-la à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal, disponível para celulares com sistema operacional Android ou iOS. 

O TSE disponibiliza também o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que pode ser acionado em casos de desinformação, ameaças e incitação à violência, perturbação ou ameaça ao Estado Democrático de Direito, irregularidades no uso de IA, comportamentos ou discursos de ódio e recebimento de mensagens irregulares.