Lula, com Haddad e Alckmin, preparando medidas — Ag Brasil
A vitória de Donald Trump para presidir os Estados Unidos e a alta no preço do dólar aumentaram a pressão para o governo anunciar um corte de gastos, afirmaram à revista Exame técnicos da equipe econômica e da ala política que acompanham as discussões.
Entretanto, as medidas para controlar as despesas públicas só serão anunciadas quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bater o martelo e estiver convencido de que são necessárias.
Segundo técnicos do governo, Lula já definiu que a política de reajuste real do salário mínimo e os gastos com educação não devem ser alvo de alteração na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que será encaminhada ao Congresso.
Para o presidente da República, esses dois temas são excessivamente sensíveis e bandeiras históricas da sua gestão. Com isso, blindar de mudanças a política de reajuste do mínimo e as despesas com educação seriam uma forma de diminuir eventuais efeitos negativos na própria popularidade.
Lula reúne nesta quinta-feira (7) os ministros do governo e deve fechar o pacote de corte de gastos que está sendo discutido pelo Executivo há semanas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as medidas também podem ser apresentadas aos líderes do Congresso ainda nesta manhã.