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Gleice defende fórum permanente para discutir Cassems

Deputada participou de Assembleia Geral e pode se manifestar

12 de dezembro 2024 - 17h15 Por Com Assessoria
Gleice defende fórum permanente para discutir Cassems Gleice defende diálogo permanente com fórum de servidores — Divulgação

A Assembleia Geral Extraordinária realizada pela Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado) na terça-feira (10), e que mobilizou centenas de servidores públicos em Campo Grande, repercutriu na Assembléia Legislativa pela fala da deputada estadual Gleice Jane, que participou das quase sete horas de discussões, como professora e beneficiária do plano.

Segundo ela, o encontro não trouxe alterações no estatuto da entidade, mas revelou a insatisfação com o modelo de gestão e as taxas aplicadas, além de críticas ao atraso na realização da reunião.

“Eu estava na Assembleia da Cassems não como deputada, mas como uma professora servidora e beneficiária do plano de saúde. Pude usar a fala legitimamente porque também sou membro desse espaço. O que aconteceu foi um recado claro dos servidores e servidoras para a gestão: 'não estamos contentes com esse modelo'”, declarou.

A deputada enfatizou que o debate sobre a Cassems deve ser conduzido pelos próprios servidores, com responsabilidade técnica e social. “Nós precisamos debater a Cassems dentro de uma política séria de saúde. Não podemos colocar em risco um plano construído pelos servidores. Esse debate deve ser técnico e incluir todos os envolvidos, para que todas as questões sejam respondidas”, reforçou.

Gleice Jane também sugeriu a criação de um fórum permanente para discutir o futuro da entidade. “Precisamos criar um espaço onde ninguém fique de fora. Precisamos pensar na Cassems como um instrumento de luta dos trabalhadores, mas também com responsabilidade social”. 

A deputada aproveitou para criticar a privatização e terceirização da saúde, que, segundo ela, não atendem às necessidades dos trabalhadores públicos. “O que estamos vendo em Mato Grosso do Sul, com a privatização da saúde, não é um modelo viável para os servidores. Precisamos de um sistema que atenda as demandas de forma justa e eficiente”, alertou.