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Gleice diz que mulheres não vão assumir culpa sozinha

Deputada quer saber como ficam as políticas públicas em MS

21 de fevereiro 2025 - 07h13 Por Com Assessoria
Gleice diz que mulheres não vão assumir culpa sozinha Deputada Gleice Jane, líder do PT na Alems — Divulgação

“Nós mulheres não vamos mais assumir a culpa”. Os homens que têm o poder da caneta precisam assumir a responsabilidade”. É com esse teor que a deputada estadual Gleice Jane, líder da bancada do PT, solicitou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (19), na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), providências e medidas mais assertivas sobre o combate à violência contra a mulher no Estado. 

Gleice ressalta que admitir a falha é uma atitude nobre por parte do governo do estado, mas, ainda assim, “não assumiram a responsabilidade”. A deputada chama a atenção para outra situação e questiona: “como ficam as pessoas, em especial as mulheres, que diariamente recebem essas vítimas? As delegadas estão sendo duramente atacadas e tomaram uma decisão corporativa, de fato, mas vamos nos colocar no lugar das pessoas que também realizam esse atendimento”.

A parlamentar faz menção ao pedido coletivo das doze delegadas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que colocaram seus cargos à disposição, ocorrido na última terça-feira (18), pedido negado pelo comando da Sejusp, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. 

Quanto às soluções, a deputada defende a capacitação continuada e humanizada de todos os servidores, além do investimento em mão de obra e o aumento de efetivo. "A situação em que a Vanessa Ricarte, Karina Corin, Aline Rodrigues, Juliana Domingues, e tantas outras vítimas chegam todos os dias necessitando de atendimento prévio, instrução e, inclusive guarida, é uma realidade de dor”, frisa.

Sobre as responsabilidades dos três poderes - executivo, legislativo e judiciário - Gleice Jane pontua que cada um precisa assumir, de fato, seu papel. “Na política dos homens, historicamente, a pauta central é a economia. O governador, inclusive, tem rodado o país falando sobre o quanto nosso estado está se desenvolvendo e crescendo economicamente. Então, fica a pergunta: Qual a parte desse bolo vai ser distribuída para as políticas públicas em prol das mulheres?"