Vereador Daniel Junior disputa presidência da União — Divuglação
Vereadores de 31 das 79 Câmaras Municipais do Estado estão sendo convocados para participar, nesta quarta-feira (2), da eleição para a presidência da UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul) que acontece a partir das 9 horas na sede da entidade em Campo Grande, com duas chapas em disputa.
O atual gestor, vereador em Jateí há mais de 40 anos, Jeovani Vieira dos Santos (PSDB), disputa o cargo com o vereador de Dourados Daniel Júnior (PP), reeleito para o segundo mandato nas eleições do ano passado.
“Chegou o momento dos vereadores votarem num novo projeto. A reeleição, sem renovação, acaba sendo muito desgastante, tanto que nossa União está sendo diminuída em representatividade a cada ano que passa”, avalia o douradense Daniel Júnior.
“A gente não concorda com o que está lá hoje”, diz o vereador de Campo Grande, Junior Coringa (MDB), que compõe a vice-presidência da chapa de renovação. “Hoje nós temos muito ex-vereador votando e poucas câmaras votando. Então nós queremos 79 câmaras votando, sendo votadas e participando da gestão da União das Câmaras, como acontece na Assomasul”, a Associação dos prefeitos do Estado, acrescenta Coringa.
A União de Câmaras foi fundada em 1997, uma iniciativa do então presidente da Câmara de Dourados, vereador Raufi Marques que foi, inclusive, o primeiro presidente da entidade. Atualmente, 403 vereadores estão aptos a votar.
Denúncias
Jeovani, o atual presidente, é alvo de Ação que corre na Justiça de Mato Grosso do Sul com denúncia de irregularidades na prestação de contas na entidade no exercício de 2021.
Conforme os autos do processo, o órgão aponta que no período ele autorizou pagamento total foi de R$ 396.647,38, mas que R$ 164.164,81 tinham irregularidades.
Por isso, pede na ação o ressarcimento do valor irregular constatado por meio de relatórios.
Jeovani está à frente da União desde 2017. Durante as investigações do inquérito civil, o vereador não quis firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que previa a devolução dos valores e, por isso, o MP procedeu com o ajuizamento.