Nas voltas que a política dá, eles vão e vem... — Arquivo Douranews
A edição da revista ‘Veja’ que chega às bancas de todo o país nesta semana, e que já está em mãos de assinantes, apresenta uma análise sobre o que pode advir, nas eleições do ano que vem, da formação da considerada superfederação partidária em que União Brasil e PP passaram a compor a nova UP (União Progressista) e, mais do que isso, torna-se o fiel da balança na disputa majoritária de 2026 com ramificações por vários estados brasileiros.
Acompanhe a análise feita por Valmar Hupsel Filho na ‘Veja’
Trazendo esse quadro para o Mato Grosso do Sul, vemos a senadora Tereza Cristina (ex-PP) de braços dados com a ex-deputada Rose Modesto (ex-União), a quem derrotou nas recentes eleições da Capital ao apostar firme na reeleição da prefeita Adriane Lopes.
Em Dourados, essa nova UP reunifica os propósitos de Murilo Zauith (agora também ex-União) e do ex-prefeito Alan Guedes (ex-PP) e começa a projetar novos cenários para as urnas do ano que vem e adiante.
Na Câmara de Vereadores, a UP já nasce com um terço da nova formação de 21 membros: Dill, Souza e Pepa, até então do União Brasil, juntam-se a Daniel, Sergio, Cemar e Jãnio, do PP, e ganham poder de decisão, de olho na futura federação que vem aí, do PSDB com o Podemos, onde, aí sim, somados a Pudim, Yuri, Alex e Liandra (quase ex-tucanos) e Karla Gomes (ainda no Podemos), passariam a ‘jogar de mão’, despejando 12 votos em qualquer decisão, por mais apertada que surja pela frente no Parlamento municipal.
Até o outrora poderoso PSD [durou pouco a hegemonia, superada agora pela UP], do senador Nelsinho Trad e do vice-governador Barbosinha, já vê com bons olhos essas novas ‘arrumações’. Pode sobrar novos espaços para todos nesse novo momento de 'amnésia partidária', onde o mais importante é se garantir por mais um tempo.
"Política é a arte de nunca fechar a porta e a janela de uma só vez", receitava pelos corredores de Dourados e região nos tempos do velho Mato Grosso o expert deputado estadual e federal Ivo Cersósimo.
Como bem apostou o senador Ciro Nogueira, agora um dos presidentes da UP [vai dividir a missão com Antonio Rueda, que comandava o União Brasil), os próximos seis meses serão decisivos para o futuro da direita-esquerda nas urnas do ano que vem:
“Essa federação pode ser ainda maior. Estamos discutindo com outros partidos que podem ser incorporados”.
Como se vê, “não existe pecado ao Sul do Equador”, como já ensinou um dia o sul-mato-grossense Ney Matogrosso, da Bela Vista que nos divide com o Paraguai. É aguardar os próximos capítulos.