Casa caindo: Escritório da Agraer em Dourados — Douranews
Encontro dos representantes do PT com o governador Eduardo Riedel (PP) nesta terça-feira (26) deliberou pela saída dos ex-aliados da base governistas, por[em, em doses homeopáticas. O anúncio já havia sido feito no início do mês, mas a reunião só ocorreu agora, por conta da agenda do governador.
O deputado federal Vander Loubet, presidente regional do PT e o deputado estadual Zeca, ex-governador do Estado, afirmaram que tiveram uma reunião amigável com o governador e que a partir de agora o partido prepara a entrega oficial dos cargos, porém, de forma gradativa.
Vander confirmou ainda que o PT dispunha de, no máximo, 20 cargos no Governo, a maioria em funções ligadas à agricultura familiar, como o comando da Agraer por exemplo, onde o partido também deixou a desejar.
Segundo o dirigente, o partido não poderia continuar com a aliança após a decisão de Reinaldo Azambuja em se filiar ao PL e a opção de Eduardo Riedel pelo PP.
“Eles tomaram uma decisão de se aliar com aqueles que a gente ajudou a derrotar e, com isso, ficou impossibilitado qualquer aliança. Estamos saindo pela porta da frente, como entramos”, disse.
Vander era um dos que acreditavam que o governador poderia ajudá-lo no projeto de tentativa para chegar ao Senado e esperava o apoio de Riedel na reeleição do presidente Lula.
As afirmações de Eduardo Riedel, contra a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao ex-presidente Jair Bolsonaro, foi um dos fatores que mais pesou. A pressão da bancada na Assembleia, com exceção de Zeca, foi o que levou à decisão do comando petista regional.
Agora os petistas falam até na possibilidade de lançar um candidato ao governo estadual, em oposição à reeleição de Riedel, e cogitam isso com o ex-deputado federal Fábio Trad, irmão do senador Nelsinho que será candidato à reeleição pelo PSD ao cargo.