Resultado do primeiro turno mostrou país dividido — Reprodução
Com o segundo turno das Eleições Gerais de 2026 neste domingo (25) em todo o país para escolha do próximo presidente da República, o "dia seguinte”, a segunda-feira (26) já se descortina com projeções do mercado financeiro às vésperas da votação como as principais consequências esperadas para gerar as primeiras reações econômicas e desdobramentos institucionais,no âmbito dos governos, sobretudo o da União, a depender da variação dos resultados das urnas.
Analistas encaram, por exemplo, o resultado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como um evento binário. Um levantamento conduzido por estrategistas do mercado financeiro aponta caminhos opostos para o dia seguinte, como demonstrado:
- Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro:
- Alta da Bolsa: Cerca de 49,3% dos agentes consultados projetam uma alta superior a 5% no Ibovespa, enquanto 48% esperam um ganho mais contido (de 1% a 5%).
- Valorização do Real: A grande maioria (78,1%) avalia que a moeda brasileira deve se valorizar entre 2% e 5% frente ao dólar.
- Queda dos Juros: Há a expectativa de recuo nas taxas dos contratos de juros futuros (DI).
- Em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva:
- Queda da Bolsa: Aproximadamente 79,5% dos entrevistados preveem uma queda de mais de 5% no Ibovespa, com risco de acionamento do circuit breaker se a baixa superar os 10%.
- Desvalorização do Real: Cerca de 62,5% projetam uma desvalorização superior a 5% do real em relação ao dólar.
- Alta dos Juros: É esperada uma elevação nos juros intermediários futuros.
Política Econômica e Articulação Institucional
A partir de segunda-feira, o foco sairá da narrativa de campanha e se voltará para a realidade das contas públicas. O mercado passará a cobrar sinalizações práticas sobre a equipe econômica, sobretudo os nomes para compor os ministérios da área financeira e também como o novo governo vai lidar com as metas fiscais e o Orçamento em tramitação no Congresso Nacional para 2027.
O presidente eleito já deve começar a definir as indicações para o comando de estruturas estratégicas do Estado, como bancos públicos, diretorias e ministérios ainda n o período da transição. Também começam as relações de negociação com o Congresso. O resultado das urnas vai pautar imediatamente as articulações para a eleição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para o início do próximo ano.