“Se o PMDB de lá disser que não quer, com o maior prazer, mas a convenção é de 10 a 30 de junho, aguardemos até lá”, disse ontem o governador André Puccinelli (PMDB), indagado pelo jornal Midiamax, em Campo Grande, a respeito de se manter o ‘casamento’ com o prefeito Murilo Zauith na disputa pela sucessão municipal em Dourados.
Essas afirmações do governador contrariam decisão que teria sido tomada pela Executiva municipal do PMDB de Dourados que, em setembro do ano passado, votou pelo lançamento de candidatura própria do partido para as eleições do dia 7 de outubro.
Apesar dessa orientação ser contestada por parte dos peemedebistas locais, pelos menos três nomes já se colocaram para encabeçar a chapa própria: os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho e a vereadora Délia Razuk.
Segundo o jornal da Capital, o governador prefere adiar a decisão para junho. A preocupação é não acabar com a parceria com Murilo, aliado histórico do PMDB no Estado, de acordo com a reportagem da jornalista Lidiane Kober.
“Até mesmo porque o PT, rival dos peemedebistas, está de olho no apoio do partido do prefeito na corrida pela sucessão do Governo do Estado, em 2014”, escreveu ela. Por isso os petistas já confirmaram que devem ratificar, em plenária convocada para o início de março, a continuidade da aliança com o prefeito Murilo. Hoje a vice-prefeitura é comandada pela professora Dinaci Ranzi, que pretende se manter nessa posição em um eventual segundo mandato. “A maioria defende a continuidade da aliança”, disse ao jornal campo-grandense o deputado Pedro Kemp (PT).







