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Chikungunya aumenta e faltam agentes de saúde

Aprovados em concurso cobram no MP pela convocação

19 março 2026 - 10h55Por Redação Douranews

O vereador Franklin Schmalz (PT) aproveitou a onda do avanço de casos. da febre Chikungunya que já matou, apenas na Reserva Indígena, quatro pessoas, para reforçar o alerta sobre a situação da saúde pública em Dourados.  Ele denunciou a falta de profissionais essenciais para o enfrentamento da doença no município, o que torna o cenário ainda mais preocupante.

A situação mobiliza também os próprios profissionais aprovados no concurso público realizado em 2024, já que nenhum deles foi convocado até agora. Na última semana, um grupo realizou manifestação em frente ao Ministério Público Estadual, cobrando a convocação e denunciando a sobrecarga nas equipes que atualmente atuam no município.

Atualmente, faltam cerca de 70 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e mais de 40 Agentes de Combate às Endemias (ACE) na estrutura de saúde da cidade. Franklin tem acompanhado e cobrado que o poder público municipal, estadual e federal atuem junto às comunidades indígenas para que se evitem mais óbitos.

Segundo o vereador, Dourados deveria estar preparada para enfrentar o risco da chikungunya, mas um dos principais entraves para isso é o déficit de profissionais da vigilância em saúde. Enquanto isso, a epidemia de chikungunya que se estabeleceu nas aldeias Jaguapiru e Bororó já dá sinais de chegada aos bairros da cidade.

“Esses profissionais são fundamentais para a prevenção. São eles que vão de casa em casa, orientam a população, identificam focos do mosquito e ajudam a evitar que situações como essa se agravem. O que estamos vendo hoje é reflexo da falta de investimento na base”, afirma.

Dados do Ministério da Saúde reforçam a preocupação. A cobertura de agentes comunitários em Dourados está em cerca de 58%, índice abaixo do recomendado para garantir a efetividade das ações de atenção primária. Para Franklin, o momento exige ação imediata. Ele destaca que a legislação federal permite a contratação desses profissionais com recursos da União, sem impacto nos limites de gasto com pessoal, o que afasta justificativas para a não convocação.

"A Prefeitura precisa agir agora, convocar os profissionais e fortalecer a atenção básica antes que o problema se espalhe pela cidade”, reforça Franklin que também apresentou denúncia formal solicitando apuração da conduta da gestão municipal e a adoção de medidas urgentes para recomposição do quadro de agentes, além do fortalecimento das ações de combate à chikungunya.