O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) assinou nesta quarta-feira (4) o requerimento que pede a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com o fim de apurar as suspeitas de fraudes financeiras de grandes proporções envolvendo o Banco Master e a relação da instituição com o Banco Regional de Brasília, o BRB. Ao aderir ao pedido, o parlamentar reforça a articulação no Congresso por transparência, responsabilização e aprimoramento dos mecanismos de controle do sistema financeiro, com foco na proteção do dinheiro público e do patrimônio dos brasileiros.
O requerimento foi apresentado originalmente pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e tramita na Câmara dos Deputados sob o número RCP 1 de 2026. A CPI pretende aprofundar apurações relacionadas a fatos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em duas fases, a primeira em novembro de 2025 e a segunda em janeiro de 2026.
Investigações preliminares indicam a existência de um suposto esquema que envolveria a criação de fundos fraudulentos, falsificação de contratos, montagem de ativos inexistentes e manipulação contábil, com prejuízo estimado em mais de R$ 12,2 bilhões, o que acendeu alerta sobre fragilidades nos mecanismos de fiscalização e sobre os impactos potenciais do caso para a economia e para a confiança no sistema financeiro.
Deputado passa a integrar articulação na Câmara para investigar indícios de irregularidades, cobrar responsabilidades e proteger recursos públicos e fundos previdenciários
Entre os pontos que devem estar no centro da apuração estão indícios de que o BRB, instituição financeira estatal, teria sido utilizado para absorver passivos e contratos supostamente irregulares associados ao Banco Master. Na avaliação de parlamentares que defendem a CPI, a hipótese de transferência de prejuízos de uma fraude privada para uma instituição pública representa risco direto ao patrimônio coletivo e exige esclarecimentos objetivos.
Outro aspecto considerado sensível envolve a suspeita de que fundos previdenciários estaduais e municipais possam ter adquirido ativos contaminados pelo esquema, situação que, se confirmada, pode afetar a segurança financeira de regimes próprios de previdência e comprometer aposentadorias de servidores em diferentes unidades da federação.
Ao comentar a assinatura do requerimento, Geraldo Resende afirmou que o Parlamento não pode se omitir diante de denúncias com repercussão econômica e social e defendeu uma investigação rigorosa, com transparência e foco em resultados.
“Assinei o pedido de CPI porque estamos diante de um caso grave, com indícios que envolvem recursos públicos, possíveis falhas regulatórias e risco concreto ao patrimônio dos brasileiros. O Congresso tem o dever constitucional de investigar, garantir transparência e apontar responsabilidades", diz ele.
O deputado afirma ainda que "se houver qualquer sinal de que fundos de previdência e dinheiro público foram expostos, é obrigação do Estado agir para proteger a população e fortalecer os mecanismos de controle”.
Para o deputado Geraldo Resende, a CPI precisa ir além da apuração de responsabilidades individuais e identificar eventuais omissões institucionais e vulnerabilidades de fiscalização que permitam corrigir falhas e impedir a repetição de casos semelhantes. A adesão de Geraldo ao requerimento reafirma o compromisso do mandato com o interesse público, com a integridade na gestão de recursos e com a defesa de um ambiente financeiro mais seguro, transparente e confiável para a sociedade.







