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Gianni tenta 'consolo' na chapa de Reinaldo

Ex-governador já teria preferência por ex-secretário

13 abril 2026 - 08h14Por Redação Douranews

A disputa pela primeira-suplência nas chapas dos postulantes ao Senado nas eleições deste ano começa a movimentar os bastidores da política em Mato Grosso do Sul. E chama a atenção, especialmente, no caso do ex-governador Reinaldo Azambuja, que é apontado, desde já, como virtual candidato ao governo novamente daqui a 4 anos, quando estaria na metade do mandato no Congresso Nacional.

Presidente do PL em Mato Grosso do Sul, depois que negociou, ainda em 2022, com o então presidente Jair Bolsonaro, a adesão da maioria dos tucanos no Estado ao projeto de eleição do governador Eduardo Riedel, o que custou, inclusive, em 2024, a 'renúncia' da candidatura a prefeita em Dourados da atual vice Gianni Nogueira, Reinaldo agora teria alguns 'acordos' a cumprir.

E com essa esperança, aliás, que a esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira está contando. Procurando demonstrar aliada de primeira hora do nome indicado para substituir o pai na disputa presidencial de 2026, o filho 01 Flávio Bolsonaro, Gianni chegou a articular, com a ex-primeira dama nacional Michele para emplacar a segunda vaga ao Senado. Mas, continua prevalecendo o acordo masculino, firmado entre Jair e Reinaldo.

Nessa condição, inclusive, saem faíscas nos bastidores entre o Capitão Contar e o deputado Marcos Pollon, ambos buscando as bençãos da família Bolsonaro. Aí entram as negociações às vagas da suplência, com prioridade para o fato de que Reinaldo, hoje cotado como um dos 'eleitos' de outubro ao Senado, não esconde o desejo de continuar governador, situação atá, às vezes, meio confundida na gestão atual de Eduardo Riedel.

A edição do jornal Correio do Estado desta segunda-feira (13) cita que, com a pré-candidatura de Azambuja ainda em articulação, mas praticamente com uma das duas vagas já assegurada pelas lideranças nacionais do PL, três nomes despontam como postulantes ao posto estratégico na composição eleitoral: do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, apontado como favorito, da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), vista como a “azarona” do trio, e do ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), tido como o preferido pelo governador Eduardo Riedel para manter o controle da situação.

Favorito para ficar com a vaga, Felipe Mattos tem como trunfos para garantir espaço na chapa a experiência administrativa e a proximidade com a gestão do ex-governador, com quem esteve desde o primeiro mandato. Como consultor jurídico no início, assumiu a Secretaria de Fazenda e se firmou como o homem de confiança do então governador, e  o responsável por azeitar a máquina econômica sul-mato-grossense. 

"Quando Felipe Mattos chegou ao governo, o Estado arrecadava em torno de R$ 10 bilhões anuais e, quando deixou o cargo, em março de 2022, a arrecadação estava em R$ 18 bilhões ao ano, sendo investidos R$ 3 bilhões em obras só na parte viária", destaca o Correio.