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PL 'aceita' Reinaldo se ele 'levar' Contar

Bolsonaristas de raiz observam movimentação de governistas

01 março 2026 - 07h22Por Redação Douranews

O ex-governador Reinaldo Azambuja ainda não tornou público esse segredo que deve ter emergido do último encontro com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, depois, principalmente, que 'vazou' a listinha regional que o pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro, 'deixou escapar' para a Folha de S. Paulo.

Analistas políticos que acompanharam a intensa agenda que a comitiva do governador Eduardo Riedel, incluído nela a presença tentando ser discreta do ex-governador, a Dourados, nos últimos dois dias, buscavam captar o 'recado' que o clã bolsonarista deixou passar com a observação de que a chapa da sucessão em Mato Grosso do Sul já está formada.

Assim como em outras unidades federativas, a 'listinha' de Flávio informava que, confirmados, Riedel para governador e Reinaldo ao Senado, são questões já pacificadas para os bolsonaristas do PL. Tanto que os supostos pré-candidatos da sigla a governador, Marcos Pollon e a senadora, a vice-prefeita douradense Gianni Nogueira, são apontados como duvidosos: 'pediram' dinheiro [15 e 5 milhões de reais, respectivamente] para desistir da disputa, ou seja, como forma de continuar no projeto pré-eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A mesma 'listinha' enaltece o ex-candidato a governador, o Capitão Contar, derrotado no segundo turno da disputa de 2022 pelo atual governador Eduardo Riedel, depois de dar um susto no primeiro turno, quando o grupo, à época comandado por Reinaldo, contava vitória no primeiro turno. Contar é citado por Flávio com 18%, 'contra 2% dos outros'.

Que outras revelações virão da listinha 'esquecida' sobre a mesa?

Raciocínio circulante nas rodas que cercaram a agenda governamental do final de semana em Dourados: Bolsonaro já queria Contar governador há 4 anos; até surgir o 'encontro' com Reinaldo Azambuja que selou a 'ocupação' do PL sul-mato-grossense pelos tucanos. Reinaldo mudou de partido, levou mais da metade dos prefeitos do Estado junto com ele para a sigla bolsonarista e com isso julgava ter 'pacificado' o clã para a sucesso de 2026.

"A conta chega, uma hora ela chega", observou jornalista forjado nos bastidores da engrenagem política do Estado. E, se ela não veio em forma de uma 'listinha' agora dada como alvo da bisbilhotagem de jornalistas da Folha, não poderia ter trazido recado mais direto: Reinaldo é o nome para o Senado, mas, Contar também é. Traduzindo: Se um vai, tem a missão de 'carregar' o outro para ocupar os dois terços de renovação do famoso Salão Azul do Congresso Nacional.

Do contrário, como no linguajar politico-eleitoral a palavra trairagem soa muito mais palatável do que em outros tipos de relacionamentos, o 'mercado' das vagas ao Senado, por Mato Grosso do Sul, oferece opções bem camaleônicas, ao estilo Nelsinho Trad (PSD), Vander Loubet (PT) e até a hoje quase descartada pelos 'R$ 5 milhões do bilhetinho', a vice Gianni que pode de uma hora pra outra ser a próxima a agendar visita à Papudinha e sair de lá, também, 'ungida' pelo líder maior.

Aliás, nesse sentido, já ensinou o ex-combatente Waldemir Moka, ele próprio com a experiência de senador fronteiriço com o sotaque aparaguaiado: "Não está morto quem peleia".

Nessa disputa, pois, a peleia está só começando.