O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou cautelarmente, neste domingo (30), a suspensão da propaganda eleitoral digital de Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República, em perfis não informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo estipulado.
A decisão também suspende a participação do candidato em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, bem como os repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa.
Procurado, Renan afirmou em nota à coluna que "essa decisão é um absurdo jurídico. Centenas de candidatos tiveram problemas no TSE, e é curioso que essa decisão tenha recaído sobre o único que chamou manifestações contra o Toffoli."
Em um vídeo divulgado pelas redes sociais, ele afirmou que vai recorrer da decisão "ilegal e persecutória”, conforme definiu, segundo repercutiu a Folha de S. Paulo. “Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. [...] Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi".
"Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou 'abusando do poder econômico' por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que são milhares, também tiveram durante o registro das candidaturas chega a ser absurdo", continua.
O relator afirma que Renan informou 16 perfis em redes sociais somente 12 dias depois de apresentar o pedido de registro de candidatura. O requerimento foi protocolado em 7 de agosto, e os perfis foram informados em 19 de agosto, segundo a decisão.


Candidato a presidente considerou decisão absurda - (Foto: Reprodução)




