O Ministério da Saúde avisa: "Vai andar". Diante da insatisfação dos parlamentares com a retenção de verbas para suas emendas, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) programou uma série de reuniões para tranquilizar as bancadas aliadas.
Além da distribuição de uma cartilha orientando como apresentar as emendas, Padilha promete generosidade no atendimento das reivindicações de deputados e senadores. Na quarta-feira, durante café da manhã com a bancada do PR, foi enfático.
Enviada aos gabinetes, a cartilha descreve o processo de execução de emendas e suas diferentes modalidades.
Na véspera, num jantar com parlamentares, Padilha disse que terá gabinete aberto aos congressistas, até os da oposição. Mas, no café que ofereceu ao PR, acenou com a promessa de tratamento diferenciado aos aliados.
"Vamos precisar de todos os partidos. Mas tenham certeza absoluta que, por mais que a gente vá jogar com todo mundo, a gente sabe quem são nossos aliados."
Falando em nome de Dilma, ele pediu apoio às medidas do setor --como a que exige que médicos formados em escola pública dediquem parte de seu tempo ao SUS.
"Não é possível fazer grandes mudanças na Saúde sem aprovar algumas coisas que estão no Congresso. Por exemplo, a regulamentação da emenda que estabelece o quanto União, Estados e municípios têm que botar na Saúde", afirmou Padilha.
No encontro, o ministro justificou a opção pelo PR como primeiro convidado para o café da manhã como uma prova de reconhecimento do governo federal e da presidente Dilma ao partido.
O PR apoiou Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara contra a candidatura avulsa de Sandro Mabel (GO), ex-líder da bancada do partido na própria Casa.
EMENDAS
Segundo levantamento feito pelo DEM no Siafi (sistema de acompanhamento da execução orçamentária), em janeiro o Ministério da Saúde liberou R$ 26,4 milhões para atender emendas de parlamentares feitas nos anos anteriores, mas com pagamento programado para 2011.
No ano passado, nesse mesmo período, esse total foi de apenas R$ 1,5 milhão.