Apesar de ainda tratar-se de um serviço novo, a maternidade do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados já atua com bons resultados, segundo avaliação da equipe médica. O serviço começou a ser prestado pelo HU em 1º de janeiro deste ano, atendendo a Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a instituição e o Ministério Público Estadual. Hoje, apesar do período de adaptação de toda a equipe, o serviço é executado com muita dedicação, o que garante bons resultados e satisfação das pacientes atendidas.
O setor de ginecologia e obstetrícia do HU dispõe de 25 leitos, sendo cinco para gestantes em tratamento e os outros 20 para mães e bebês após o parto. A enfermeira Cristiane Flores explica que, na maior parte das vezes, todos os leitos estão ocupados, já que a demanda pelo serviço é bastante grande. No caso de parto normal, mãe e bebê permanecem internados por 24 horas; já no parto cesárea, a alta médica só ocorre após 48 horas de internação.
Em todos os plantões, a equipe é composta por um enfermeiro, oito técnicos de enfermagem e dois plantonistas, além dos médicos residentes. Segundo a enfermeira, o grande diferencial da maternidade é a dedicação e identificação dos profissionais. “Aqui os profissionais são muito dedicados e todo mundo gosta muito do que faz. Acredito que, justamente por este motivo, o trabalho é realizado com muita competência e dedicação”, diz ela.
Segundo Cristiane Flores, apesar da grande demanda de serviço no setor, os enfermeiros plantonistas procuram fazer visitas constantes em todos os quartos e acompanhar de perto o atendimento prestado às mães e bebês, além de orientar o trabalho da equipe de enfermagem. “É um serviço novo e ainda estamos nos adaptando, mas a equipe é muito dedicada e isto resulta em bom atendimento às pacientes. Estamos indo pelo caminho certo”, avalia.
O diretor-geral do HU/UFGD, Wedson Desidério Fernandes, também comemora os primeiros resultados obtidos com o novo serviço. “Não tenho qualquer dúvida de que os resultados, a médio e longo prazo, serão fantásticos. Certamente houve um ganho qualitativo no serviço e observamos também que o número de atendimentos tem sido acima das médias históricas. Com o início das obras do Hospital da Mulher e da Criança, prevista para abril ou maio, vemos mais um projeto de grande porte iniciando no HU. É a comunidade recebendo a atenção que merece de todo o poder público”
Atendimento
O ginecologista e obstetra Antonio Marinho Falcão Neto, coordenador do serviço de ginecologia do HU/UFGD, também comemora os resultados obtidos nos primeiros três meses de atendimento. Entre as principais conquistas deste serviço, ele cita a atuação de dois médicos por plantão e inclusive de outros profissionais, como fisioterapeutas e, futuramente, enfermeiros-obstetras para atendimento às mulheres. “Além disto, temos a residência em ginecologia e obstetrícia, o que acaba promovendo mais pesquisa e ensino, revertendo em aumento cada vez maior na qualidade do serviço prestado”, diz ele.
Ainda segundo o coordenador, o HU também prioriza a figura do acompanhante, tanto nas salas de pré-parto quanto no puerpério (após o parto), reforçando a ideia de humanização. “Estamos em um processo de construção coletiva, que depende do apoio e dedicação de todos, mas o mais importante é que temos toda a estrutura para atendimento tanto das mães quanto dos bebês”, garante.