O médico veterinário Eduardo Arteiro Marcondes, diretor do departamento, explica que esse caramujo, tido como um falso scargot, cientificamente é conhecido como Achatina fulica. Em meados da década de 80, a produção desse animal foi apresentada como uma atividade altamente rentável e atraiu muitos investidores.
Como a proposta de grandes lucros não se consolidou, os produtores deixaram de investir e a maioria abandonou matrizes em córregos ou terrenos baldios. Esses moluscos se reproduziram e passaram a provocar prejuízos e trazer conseqüências desagradáveis para a população.
Mesmo com baixo potencial, o caramujo oferece risco à saúde humana por hospedar vermes causadores de patologias e, ainda, pode promover desequilíbrios ambientais e perdas comerciais. Muitas hortas são severamente “atacadas” por eles, causando prejuízo.
Diante da gravidade da situação, já que Dourados é uma das cidades que também investiram nessa atividade e enfrenta o problema, a Vigilância em Saúde orienta sobre meios de fazer o controle dessa praga com simples ações, sem trazer maiores conseqüências.
A primeira orientação é para que a coleta do molusco e dos ovos seja feita manualmente, utilizando luvas ou sacos plásticos. Em seguida, queimar e enterrar as conchas. No caso de esmagamento do caramujo, adicionar uma colher de cal no momento de enterrar.
Eduardo Marcondes disse que a principal ação para evitar a proliferação é a limpeza dos quintais, retirando folhas, lixo e locais que possam acumular umidade. Ele alerta que ao contrário do que muitas pessoas pensam, o uso de sal como método de controle não é recomendado.
Em caso de dúvidas, o telefone do CCZ de Dourados é 0800-647-7752.