Mais de 17 mil litros do chamado vinho químico foram encontrados com vendedores ambulantes, apesar da prefeitura ter proibido o comércio de bebidas alcoólicas no evento. A bebida era oferecida em garrafas de plástico com valor entre R$ 1,5 e R$ 10.
O que assusta é a quantidade elevada de etanol, que representa 96% da mistura. Esse índice supera o teor alcoólico de bebidas fortes como a cachaça, que tem de 38% a 54% de álcool no Brasil. A graduação máxima permitida por lei, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é de 54%.
“Isso é uma bomba para o organismo”, afirma a gastroenterologista Mônica Valverde Viana, do Hospital do Servidor Público Estadual (Iamspe).
Se comparada a outras bebidas, a discrepância é ainda maior. Vodca e uísque variam o teor alcoólico entre 40% e 50%. Um vinho de verdade apresenta em torno de 12%, enquanto uma cerveja pilsen, o tipo mais consumido no país, contem entre 4,5% e 5% de álcool.