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Vinho químico é o crack das bebidas

20 de abril 2011 - 15h30 Por Redação Douranews, com Ig
Vinho químico é o crack das bebidas
Uma perigosa mistura artesanal de etanol (o mesmo vendido em postos de gasolina), pigmento e doçura similar à groselha e corante tentou ganhar as ruas de São Paulo durante a Virada Cultural. Felizmente, boa parte da bebida foi apreendida por fiscais da prefeitura.

Mais de 17 mil litros do chamado vinho químico foram encontrados com vendedores ambulantes, apesar da prefeitura ter proibido o comércio de bebidas alcoólicas no evento. A bebida era oferecida em garrafas de plástico com valor entre R$ 1,5 e R$ 10.

O que assusta é a quantidade elevada de etanol, que representa 96% da mistura. Esse índice supera o teor alcoólico de bebidas fortes como a cachaça, que tem de 38% a 54% de álcool no Brasil. A graduação máxima permitida por lei, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é de 54%.

“Isso é uma bomba para o organismo”, afirma a gastroenterologista Mônica Valverde Viana, do Hospital do Servidor Público Estadual (Iamspe).

Se comparada a outras bebidas, a discrepância é ainda maior. Vodca e uísque variam o teor alcoólico entre 40% e 50%. Um vinho de verdade apresenta em torno de 12%, enquanto uma cerveja pilsen, o tipo mais consumido no país, contem entre 4,5% e 5% de álcool.