Segundo o estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa Cardiovascular de Madri, na Espanha, em 811 pacientes, o ciclo natural do corpo de vigília e sono pode ser uma das resposta para a diferença. A equipe liderada por Borja Ibanez não conseguiu identificar, no entanto, quais os mecanismos exatos que fazem o infarto pela manhã ser mais perigoso.
Uma das hipóteses levantadas é que durante o ciclo circadiano (ritmo do corpo durante o período de 24 horas) possa acontecer flutuações no sistema nervoso, nos níveis de cortisol e em outros fatores que aumentem os riscos do ataque cardíaco. Há ainda a hipótese de que existam diferenças na maneira como as células do coração funcionam nos diferentes horários do dia.
Pesquisa – Durante o estudo, descobriu-se que o grupo de pacientes que havia sofrido infarto pela manhã tinha os níveis das enzimas creatinoquinase e troponina 21% mais altos no sangue, quando comparados àquelas que tiveram o ataque em outro horário. Pela quantidade dessa enzima, os pesquisadores calculam que o coração de quem sofre um ataque cardíaco pela manhã acaba se danificando até um quinto mais.