Se uma colher de chá diária for demais para você, mas estiver disposto a se acostumar, procure usar meia no almoço e outro tanto no jantar. Essa é a quantidade ideal diária indicada pela nutricionista Andrezza Botelho, de São Paulo. “A pimenta é rica em vitamina C e E, famosas por seu efeito antioxidante, o que retarda o envelhecimento das células”, explica a especialista. “São vitaminas que auxiliam na prevenção contra doenças como o câncer e o mal de Alzheimer, além de problemas cardiovasculares”.
Outro benefício da pimenta é a presença da capsaicina, substância que tem efeito anticoagulante e ajuda na circulação, melhorando assim todo o funcionamento do organismo. Mas se definitivamente pimenta não for do seu gosto, dá para consumir a capsaicina sozinha, já que ela é vendida em comprimidos produzidos nas farmácias de manipulação sob solicitação médica.
Pimenta para emagrecer?
Segundo um estudo da Universidade de Perdue, nos EUA, publicado em abril deste ano, a pimenta vermelha apresentou propriedades que contribuem para o controle do apetite. De acordo com Andrezza, no entanto, ainda faltam mais pesquisas para entender como o fruto atua em pessoas diferentes e só depois disso a pimenta poderá ser receitada para manter a fome distante.
O certo é que ela, de qualquer forma, é capaz de ajudar no processo de emagrecimento por ser um alimento “termogênico”, ou seja, que acelera o metabolismo e faz o corpo queimar uma quantidade maior de calorias. Mesmo assim, aos mais animados com a idéia de perder facilmente gordurinhas, vale ressaltar que não se trata de um produto milagroso, fazendo efeito apenas se associado ao cultivo de diversos hábitos saudáveis.
A nutricionista observa ainda que há pessoas alérgicas à pimenta e que seu uso deve ser evitado também por quem sofre de gastrite ou úlcera, pois pode influir nas funções do estômago, causando dores e aumentando esses problemas.