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Tabagismo paterno pode influenciar na menopausa da filha

02 de junho 2011 - 21h30 Por Redação Douranews, com Veja
Tabagismo paterno pode influenciar na menopausa da filha
Meninas que nascem de gestações nas quais os pais fumavam podem acabar chegando até um ano mais cedo à menopausa. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo M&K Health Institute, no Japão, o hábito paterno de fumar pode ter um efeito importante na vida reprodutiva das filhas, encurtando o tempo em que elas são férteis.

Durante a pesquisa da equipe japonesa foram analisadas mais de 1.000 mulheres na menopausa que faziam acompanhamento ginecológico. Todas tiveram de responder perguntas como a idade em que atingiram a menarca (primeira menstruação) e a menopausa (última menstruação), e se elas ou maridos fumaram no período entre as duas datas. Foi levantado ainda dados sobre se os pais dessas mulheres haviam fumado antes delas nascerem.

Descobriu-se, então, que cerca de 75% dos pais das voluntárias haviam fumado durante os nove meses em que as filhas estavam sendo geradas e que 75% dos maridos delas haviam fumando antes delas atingirem a menopausa. Apenas cerca de 5% das mulheres assumiram terem fumado enquanto estavam grávidas ou mesmo durante o período em que poderiam ter ficado grávidas – e ainda não sabiam.

A idade média para a chegada da menopausa entre as voluntárias foi de 51 anos. Entre as que fumavam, no entanto, o fim reprodutivo chegou 14 meses mais cedo e, entre as que o marido fumava, cinco meses mais cedo. Mas, para as mulheres que os pais fumaram enquanto estavam sendo geradas, a menopausa aconteceu 13 meses antes da média observada.

A relação exata entre o fumo passivo e o ciclo reprodutivo das filhas não pôde ser estabelecida com certeza. Mas, entre as hipóteses mais prováveis, estão a influência do cigarro no esperma, na formação do embrião e nas glândulas do cérebro responsáveis pelo hormônio reprodutivo.