ABCG já esperava por mudanças e reforça que a solução é a devolução do hospital
Alegando motivos “pessoais”, o presidente da Junta Interventora da Santa Casa, Jorge Martins, pediu demissão do cargo através de uma carta de seis páginas enviada ao prefeito Nelson Trad Filho. A nova administração fica por conta do médico ginecologista Issan Moussa e do dentista Antônio Lastória.
Há quase um ano no comando da Santa Casa, Jorge Martins deixou ontem a presidência da Junta Administrativa, que representa Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande na gestão do hospital.
Em vista dos últimos acontecimentos, a Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora da Santa Casa, se pronunciou através de seu presidente, Wilson Teslenco que já esperava por novidades. “Semana passada realizamos um debate para expor os problemas e as soluções para a Santa Casa. Há tempos o hospital vem passando por inúmeras deficiências e nós, como mantenedores, temos a obrigação de ter um olhar diferente”, disse Teslenco.
Na última sexta-feira (10), a ABCG trouxe a Campo Grande o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar de Saúde, para participar do debate.
Há seis anos sob administração da Junta Interventora a Santa Casa vem acumulando dívidas e o atendimento tem se tornado cada vez mais precário. Para o presidente da ABCG, a solução é a devolução da Santa Casa.
“Nossa posição é bem clara, devolvam a Santa Casa. Através de uma gestão compartilhada, entre Governo, União, Prefeitura e sociedade vamos trabalhar de forma transparente e melhorar o atendimento para os usuários”, enfatizou Teslenco.
Outros fatos – Ontem, o Ministério Público do Trabalho cancelou a assinatura do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre gestores da Santa Casa e Ministério Público Estadual devido a negativa do Estado em firmar o termo. O acordo proposto pelo MPT seria assinado dia 09 de junho, foi adiado para hoje e agora não tem data de quando deve acontecer.
Por meio deste termo, os Ministérios Públicos, tanto do Trabalho, como Estadual, queriam assegurar a implementação de medidas urgentes para solucionar o problema da falta de equipamentos e profissionais de enfermagem no setor de emergência do hospital.