A resposta não é tão fácil. Às vezes, detectar de qual tipo de dor de cabeça se trata (existem mais de 150 tipos, segundo a Sociedade Internacional de Cefaléia), quais são as causas e qual o melhor tratamento pode demorar anos e demanda muitas consultas e exames médicos, além de remédios, sobretudo analgésicos.
A paciente, A.C.G., 28 anos, já passou por diversos médicos para identificar a causa da dor que sente há mais de dez anos. Passou do otorrino ao cirurgião dentista e, apenas agora, descobriu que a causa de sua dor é proveniente de uma alteração na articulação temporo-mandibular (ATM).
As campeãs de queixas nos consultórios médicos são a enxaqueca e a cefaléia tensional, conhecidas como cefaléias primárias (quando a doença é a própria dor de cabeça). Não há tratamento curativo, apenas tratamento preventivo e de alívio.
Fatores ambientais e emocionais também são desencadeadores de enxaqueca e cefaléia tensional. Em alguns casos de enxaqueca, podem ser percebidas alterações no humor e perda de apetite. Já em indivíduos com cefaléia tensional, nota-se contração da musculatura do pescoço e da cabeça, que pode ser a causa ou a conseqüência da dor de cabeça.
Ainda há dúvidas entre os especialistas se a causa da dor de cabeça, sobretudo quando se trata de cefaléia tensional, é um distúrbio muscular ou emocional. Muitas vezes o estresse, as tensões do dia a dia e a má postura podem causar dor de cabeça.
Analgésicos, antiinflamatórios e antidepressivos são algumas das medicações usadas no tratamento preventivo e nas crises de cefaléias primárias. O tratamento da dor também depende da eliminação dos fatores causais. No caso da enxaqueca, deve-se evitar o uso de bebidas alcoólicas, especialmente o vinho e a cerveja, e de alimentos como o chocolate e queijos. Quem sofre de cefaléia tensional deve evitar tensões emocionais, procurar terapias relaxantes para, deste modo, evitar as crises e, conseqüentemente a dor.