Quem nunca atribuiu ao chocolate, por exemplo, o fato de ter adquirido muitas espinhas no rosto? Há quem acredite piamente nisso, mas se trata de um dos mitos sobre o chocolate. “Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas”, diz a nutricionista funcional Luciana Harfenist.
Segundo ela, estudos realizados na Universidade da Pensilvânia demonstraram que o consumo de chocolate não estava relacionado ao desenvolvimento da acne.
Verdades
Outras propriedades do chocolate, no entanto, são comprovadas. Uma delas, segundo Luciana, é a ajuda no controle da TPM. “O chocolate tem, em sua composição, nutrientes como a feniletilamina, que são capazes de estimular a produção de substâncias importantes para o tratamento”.
No entanto, ela adverte que não basta apenas se esbaldar com o chocolate para conter os efeitos da TPM. “É fundamental aliar equilíbrio alimentar à atividade física”.
A nutricionista também explica que o hábito de comer chocolate quando está triste é válido, pois realmente ajuda a reduzir a depressão. “Ele colabora no aumento da serotonina e da endorfina, substâncias que normalmente estão em baixa nas pessoas deprimidas”.
Consumo excessivo
Segundo a nutricionista, é preciso tomar cuidado com o consumo excessivo de chocolate, comum em períodos como a Páscoa. “A quantidade ideal para ser consumida é de 30 a 60 gramas ao dia de produtos com 50% de cacau ou mais, para que se obtenha os benefícios dos flavonóides.
Ela explica que o chocolate consumido em excesso realmente resulta em aumento do peso. E diz que há diferenças entre o produto ao leite e o branco.
“O chocolate branco tem mais manteiga de cacau em sua composição, sendo mais calórico do que o chocolate preto. Além disso, esse tipo de chocolate não tem os flavonóides presentes no cacau”.