O arroz e feijão ainda compõe a base principal alimentação do brasileiro, mas refrigerantes e bolachas recheadas ganham espaço e marcam a dieta nacional como sendo de alto teor energético, mas com poucos nutrientes. É o que mostra o estudo “Análise de Consumo Alimentar Pessoal no Brasil” da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgado hoje (28) pelo IBGE.
O feijão figura como principal alimento do brasileiro, com 182,9 g por dia; a seguir vêm o arroz (160,3g/dia) e a carne bovina (63,2 g/ dia). Sucos (145,0 g/ dia), refrigerantes (94,7 g/ dia) e café (215,1 g/ dia) também estão no topo da lista.
O consumo de refrigerante normal por dia mais o de refrigerante diet (5,5g/dia), multiplicado pelas mais de 160 milhões de pessoas com 10 anos ou mais estimadas na pesquisa, totaliza mais de 15 milhões de litros por dia.
O baixo consumo de fibras está presente em 68% da população. Estes dados, para o IBGE, confirmam os grandes percentuais de inadequação da alimentação da população brasileira.Entre os grupos de alimentos estudados, o biscoito recheado destacou-se como um dos mais importantes marcadores de consumo não saudável, seguido pelos refrigerantes, doces, pizza e salgadinhos industrializados.
Quem consumia biscoito com recheio, também ingeria mais calorias no final do dia. A má notícia é que grande parte desta energia vem da gordura e do açúcar.
Os homens comem menos verduras, saladas, frutas e doces do que as mulheres. Já o consumo de cerveja e bebidas destiladas deles é, aproximadamente, cinco vezes maior do que o delas.Outra característica encontrada é que quanto maior a classe social, maior é o consumo de alimentos não saudáveis, embora aumente também a ingestão de frutas e verduras. O consumo de refrigerantes aumenta com a renda e o refrigerante diet é quase inexistente na dieta das menores classes.