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Vendedora pode ter contraído meningite na Santa Casa da Capital

06 de agosto 2011 - 16h34 Por Redação Douranews, com MidiaMax
Vendedora pode ter contraído meningite na Santa Casa da Capital

Francieli de Souza Aragão, 24 anos, está internada na Santa Casa de Campo Grande há 15 dias, depois que sofreu uma paralisia facial.

A família afirma que durante o tempo de internação a vendedora apresentou um quadro de meningite fungica. Por conta disto já perdeu a visão e necessita tomar um medicamento de difícil aquisição, denominado Abelcet 100 ml.

Tânia Aragão, mãe de Francieli, explica que a vendedora foi internada há três anos para um tratamento de leucemia, mas por meio de medicação – sem a necessidade de transplante – conseguiu a cura.

Em março deste ano ela sofreu uma paralisia facial e foi levada às pressas para internação, pois sofria de muitas dores nos braços, pernas e sentia dormência em um dos lados do corpo. Ela ficou 15 dias no setor de cardiologia e recebeu alta médica.

Depois de quatro dias da alta médica, o quadro de saúde de Francieli piorou e ela foi novamente levada para a Santa Casa. Foi neste novo período de internação que a família acredita que ela contraiu a meningite fungica. “Deu na ressonância inflamação nos nervos e depois disto começou a sentir dores fortíssimas na nuca, braços, pernas, costas e vômito”, conta.

Tânia relata que Francieli perdeu os movimentos e no dia 14 de julho ficou cega. “Era uma da manhã quando ela acordou e perguntou se era dia ou noite. Eu disse que era noite, mas a luz estava acessa. Ela começou a chorar e me disse que não estava enxergando nada”, diz a mãe emocionada.

A família de Francieli está fazendo uma campanha para doações com o objetivo de comprar o remédio. Uma tentativa na rede pública municipal também foi feita, sem sucesso. Agora, não é descartada a possibilidade de a família entrar com uma ação na Justiça solicitando que o Estado providencie o medicamento.

O médico dela disse que é urgente e existe a possibilidade de cura. “Estamos desesperados porque já sabemos que não é um remédio que vende em qualquer farmácia”, apela Tânia.