Mesmo com os investimentos na área de saúde mental em Dourados, a necessidade de ampliação desse serviço é uma realidade. De acordo com o NAE (Núcleo de Atenção Especializada), no primeiro semestre deste ano de 2011 foram 1.000 atendimentos na unidade do CAPS AD, 3.692 no CAPS II e 3.052 no Ambulatório de Saúde mental, chegando a 7.744 procedimentos.
A grande demanda proporciona discussões nas três esferas governamentais, para ampliação de leitos psiquiátricos em toda a macrorregião de Dourados. Os serviços de saúde mental possuem uma característica peculiar, atendendo uma demanda de pacientes com transtornos mentais de moderados a graves. Existe legislação específica para as formas de atendimento.
Na estatística apresentada pelo Núcleo estão incluídas as oficinas terapêuticas, atividades lúdicas, visitas domiciliares, acolhimentos e outros procedimentos. Os maiores desafios na saúde mental, conforme relatam os responsáveis pelo setor, estão relacionados ao aumento constante na demanda de usuários de drogas como o crack, pasta-base e oxi.
Nesses casos, as intervenções dependem basicamente do apoio familiar e social, já que a necessidade do tratamento tem que ser sentida pelo paciente. Isso, na maioria das vezes, conforme revelam profissionais da área, faz com que a procura pelo serviço só ocorra com o indivíduo em estado psicossocial precário.
Entre as propostas de ampliação de atendimentos está a reestruturação predial do HU (Hospital Universitário) para a implantação, a partir do ano que vem, de 20 novos leitos. Outra proposta de reorganização do Sistema local de Saúde do município é a implantação do CAPS III 24 horas, iniciativa prevista para começar ainda este ano, visando organizar e dar atendimento mais humanizado ao paciente e seus familiares.