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OMS cobra lei para proteger fumante passivo no Brasil

15 de setembro 2011 - 12h37 Por Redação Douranews, com R7
OMS cobra lei para proteger fumante passivo no Brasil

Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre tabaco lista o Brasil na segunda pior classificação quanto à adoção de políticas nacionais para garantir ambientes livres de fumo.

Apesar de o país ter uma atuação de destaque em outras áreas de controle do tabagismo, como o sistema de advertências e a oferta de tratamento para quem quer abandonar o cigarro, as iniciativas nacionais para evitar o fumo passivo têm de avançar muito.

O representante da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) no Brasil, Diego Victora, diz que “as políticas adotadas no país são relativamente efetivas”.

"Há ainda problemas a superar".

Entre eles está a aprovação de lei que garanta ambientes livres de fumo - tida como essencial para reduzir o fumo passivo.

O relatório mostra que 11% da população mundial vive em locais com leis que garantem ambientes livres de fumo. O trabalho indica que, graças às leis locais, 40% da população brasileira vive em áreas com leis que proíbem o cigarro em locais fechados.

Paula Johns, da Aliança de Controle do Tabagismo, diz que o Brasil tem apresentado resultados “pouco expressivos” nesse quesito.

"Basta ver a lentidão na apreciação do projeto no Congresso".

Paula diz que a indústria do cigarro é muito eficiente para protelar a tramitação da proposta e que o governo não tem atuação efetiva para que ela seja aprovada.

"Pode até haver um discurso ou outro, mas não se vê a assessoria parlamentar ali, trabalhando".