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Hospital Universitário prepara implantação do projeto “Mãe Canguru”

27 de setembro 2011 - 14h13 Por Redação Douranews, com Assessoria
Hospital Universitário prepara implantação do projeto “Mãe Canguru”

O Hospital Universitário da UFGD já se prepara para a implantação do projeto “Mãe Canguru”, que inclui uma série de procedimentos adotados para recém-nascidos prematuros ou com baixo peso. A implantação do “Mãe Canguru” em hospitais de atendimento a pacientes de alto risco faz parte da política nacional de humanização do Ministério da Saúde e tem como objetivo proporcionar maior participação da mãe na recuperação do bebê, além de reforçar o vínculo afetivo e reduzir a incidência de doenças.

Para implantação do projeto, uma equipe de sete funcionários do HU/UFGD já passou por treinamento em Campo Grande. A equipe é composta por médica, fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga e três enfermeiras que, a partir de agora, deverão repassar as informações para toda a equipe materno-infantil do HU. Pelo menos 300 funcionários que atuam no atendimento à mãe e à criança serão capacitados, mas todo o corpo de servidores do hospital será sensibilizado sobre a importância do Mãe Canguru.

“A implantação deste projeto exige uma mudança de atitude de toda a equipe com relação ao tratamento e recuperação destes recém-nascidos prematuros e com baixo peso. Estes profissionais irão atuar diretamente na relação entre os pais e o bebê”, destaca o médico ginecologista e obstetra Paulo Saburo Ito, tutor estadual do método Canguru em Mato Grosso do Sul. Ele esteve no HU da UFGD para acompanhar o processo de implantação e colaborar com o trabalho de toda a equipe.

Ele explica que o método nasceu na Colômbia com o objetivo de pôr fim à prática de colocar dois ou três bebês em uma mesma incubadora e, por outro lado, reduzir o tempo de separação entre mãe e bebê que, algumas vezes, levava ao abandono destes recém-nascidos. Na prática do Mãe Canguru, os bebês estáveis passam menos tempo na incubadora, permanecendo em contato direto com a pele da mãe, na posição vertical e junto ao seio materno.

Este contato, segundo especialistas, favorece o crescimento do bebê, protege contra doenças graves até os seis meses de idade e contribui para diminuir custos com saúde. Além disso, a posição permite que a mãe produza leite com mais facilidade, cria sensação de confiança, reduz o tempo de internação e diminui o risco de infecções.

O diretor-geral do HU/UFGD, Wedson Desidério Fernandes, comenta que o projeto Mãe Canguru é mais uma iniciativa no quadro de ações para implantação de um hospital totalmente humanizado.

Vale lembrar que o Hospital Universitário da UFGD é considerado referência em toda a região no atendimento ao recém-nascido, incluindo uma unidade de UTI neonatal e uma Unidade de Cuidados Intensivos, que garantem um atendimento completo a bebês prematuros, de baixo peso ou em condições de saúde que exija atendimento especial.