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Brasil investe R$ 7,5 milhões em Rede para combate ao câncer

26 de outubro 2011 - 15h20 Por Redação Douranews, com Assessoria
Brasil investe R$ 7,5 milhões em Rede para combate ao câncer

O Ministério da Saúde instituiu a Redefac (Rede Nacional de Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anticâncer) para articular centros de referência em farmacologia, pesquisa clínica e não-clínica no sentido de direcionar suas atividades ao setor oncológico. Com isso, o Governo quer estimular a produção nacional de tecnologias terapêuticas inovadoras na área, diminuir a dependência do mercado externo em relação ao nacional e elevar a competitividade da indústria brasileira.

“Esta iniciativa representa a entrada do Brasil na produção de tratamentos inovadores para o câncer, sendo hoje os principais os biológicos, destacando-se os anticorpos monoclonais. O nosso objetivo principal é facilitar o acesso da população ao que há de mais moderno em saúde, com o melhor custo-benefício”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha.

O BNDES e o Ministério da Saúde inicialmente vão investir R$ 7,5 milhões para montar a rede, que será administrada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e composta por grupos de pesquisa e desenvolvimento ligados a instituições públicas brasileiras, tais como Fiocruz, BNDES, Laboratório Nacional de Biociências e Finep. A gestão da rede também contará com o apoio da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), entidade filantrópica privada, sem fins lucrativos, cujo objetivo é apoiar o Inca na Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

O governo investe R$ 2,5 bilhões por ano em pesquisa e produção nacional de produtos oncológicos, consolidando um movimento que o Ministério da Saúde já vinha fazendo. Em setembro, fechou com Cuba parceria de cooperação tecnológica que envolve a produção nacional, via transferência de tecnologia cubana, de sete inovadores medicamentos oncológicos. Os acordos prevêem prioridade para o registro deles na Anvisa e a conseqüente avaliação tecnológica deles para possível incorporação no SUS.

“É uma prioridade para o Brasil a ampliação dos acordos internacionais e as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para transferência de tecnologia e produção nacional de novos medicamentos voltados ao tratamento de doenças prevalentes na população brasileira”, afirma o ministro Alexandre Padilha. As PDPs têm contribuído para a redução do déficit na balança comercial, já que o Brasil importava quase que a totalidade de seus insumos. Esta estratégia se insere nas diretrizes do Plano Brasil Maior ao colocar a inovação em saúde no centro da política nacional de desenvolvimento.