Uma pesquisa com 327 mil mulheres, liderada por pesquisadores da Universidade de Oxford, descobriu que mulheres que tomavam pílula tiveram, em média, 15% menos chances de desenvolver a doença. Usar o medicamento por um ano reduziu 2,5% do risco. Por cinco anos, a diminuição foi de 13% e, por dez anos, de 45%.
A pesquisa também descobriu que ter um bebê reduz a probabilidade de câncer de ovário em 30% - e quanto mais filhos, menor o risco. De acordo com o estudo, mulheres que tiveram pelo menos uma criança foram 29% menos propensas a ter câncer de ovário. Para uma mãe de quatro filhos, a diminuição foi de 38%.
Cerca de 6.500 mulheres na Grã-Bretanha são diagnosticadas com câncer de ovário todos os anos, a maioria com idade superior a 50. As taxas de sobrevivência são pequenas em comparação com outros tipos da doença e somente 40% das pacientes vivem mais do que cinco anos após o diagnóstico.