A Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês) alerta que uma a cada seis pessoas vai sofrer algum tipo de derrame no mundo. Somente no continente europeu, a doença afeta mais de um milhão de pacientes por ano. No mundo, eram 6 milhões de casos fatais por ano em 2010, mas esse índice deve subir para 8 milhões por ano em 2030. Os dados foram divulgados neste sábado (29), Dia Mundial do Derrame.
Derrames acontecem quando um vaso no cérebro é bloqueado por um coágulo ou apresenta algum tipo de rasgo. Ambos os casos fazem o órgão deixar de receber o oxigênio carregado pelo sangue. Com isso, células nervosas morrem e a gravidade do problema depende da extensão e da localização do derrame - nome popular para acidente vascular cerebral (AVC).
Assim como doenças cardíacas, cânceres, diabetes e problemas crônicos de respiração, o derrame tem um risco maior de aparecer quando a pessoa fuma, tem uma dieta não saudável, bebe muito álcool e não pratica atividade física.
As mesmas práticas também podem levar ao surgimento de doenças nos vasos coronarianos, aqueles que irrigam os músculos do próprio coração. A associação entre sintomas no cérebro e no coração não param por aí, já que os cientistas europeus acreditam que a fibrilação atrial, um dos problemas mais comuns no ritmo de batimentos cardíacos, também pode indicar um risco maior de derrames.
Para o professor holandês Freek Verheugt, que se pronunciou em nome da ESC, o derrame não é uma consequência inevitável da velhice e pode ser evitado se o paciente identificar e modificar comportamentos de risco.